Manaus (AM) – Mesmo com bilhões em investimentos, Manaus segue mergulhada no esgoto do descaso histórico. Apenas 22% da população tem acesso ao tratamento total de esgoto, e a cidade amarga as últimas posições no ranking nacional de saneamento. Décadas de negligência transformaram a falta d’água tratada e de infraestrutura em símbolo da desigualdade. O poder público, que deveria garantir dignidade, terceirizou responsabilidades e se contenta com promessas. Enquanto os lucros fluem, a lama persiste. No Amazonas, o direito ao saneamento básico segue privilégio — não política pública.
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