Manaus, 21 de fevereiro de 2024
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Manaus, 21 de fevereiro de 2024

Show de Luan Santana na capital ocorrerá em meio à ameaça da nova variante Ômicron

Show de Luan Santana na capital ocorrerá em meio à ameaça da nova variante Ômicron

MANAUS, AM – Além do gasto dobrado que a Prefeitura de Manaus terá com o show do cantor Luan Santana, que acontecerá na virada do ano na Praia da Ponta Negra, o evento também pode ocorrer em meio a ameaça e risco da nova cepa do coronavírus, a variante Ômicron, identificada no continente Africano, nos últimos dias.

A contratação do cantor está custando R$ 600 mil aos cofres públicos municipais, que são administrados pelo prefeito David Almeida (Avante). Embora tenha passado cerca de quatro dias após a primeira notícia da nova variante na África do Sul, a administração municipal segue mantendo o evento para comemorar o fim do ano.

A variante Ômicron, inclusive, já é uma preocupação nacional, visto que, nesse sábado (27), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota técnica complementar que inclui mais quatro países africanos na lista de restrição de voos e desembarque no Brasil. São eles Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

A Anvisa já havia emitido nota técnica recomendando que visitantes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue não desembarcassem no Brasil.

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Vale destacar que, do total de 2,2 milhões de manauaras, 73,14% já estão vacinados. De forma geral, o Amazonas já aplicou 4.949.313 doses de vacinas.

Ao todo, as festividades do fim de ano devem retirar dos cofres públicos R$ 10 milhões; entretanto, David Almeida passou parte das responsabilidades desse orçamento para a iniciativa privada – mesma desculpa usada em gastos anteriores. Até o momento, o prefeito não detalhou os gastos, tampouco deu o nome de nenhuma empresa parceira que assuma, publicamente, estar ajudando nas despesas da festa.

Ação popular

Para impedir a festa que causará grande aglomeração, o vereador Rodrigo Guedes (PSC) entrou com uma Ação Popular com pedido de liminar na Justiça do Amazonas. Na Ação, Guedes explicou que o valor pago pelo show do cantor nacional, R$ 600 mil, é praticamente o dobro do que é geralmente pago e questionou o motivo disso.

“Não só a cidade de Manaus, como o mundo todo, vem sofrendo ao longo de mais de um ano com os efeitos devastadores causados pela pandemia COVID-19 e suas variantes, ressaltando que não houve festa no final do ano passado. Agora nesse final de ano corremos o risco com uma nova variante mais potente, além de uma nova onda já chegando a diversos países”, ressaltou o parlamentar.

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Guedes destacou ainda que além das festas colocarem em risco sanitário os cidadãos, mesmo que vacinados, a falta de transparência é ilegal e imoral e prejudicial a população, que precisa saber como o dinheiro público está sendo investido.

“A Prefeitura de Manaus tem obrigação de agir com transparência, o que não tem acontecido, e nesse caso dos eventos é necessário respaldar tamanho investimento do dinheiro público com justificativas plausíveis, para que ações como essas não reverbere negativamente e venham ser utilizadas como exemplo negativo de uma má administração e gastos desnecessários que configuram o conhecido “pão e circo”, só que dessa vez só o “circo” está sendo fornecido ao contribuinte. Essa farra com o dinheiro público precisa acabar”, disse.

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