(Foto: Divulgação/Freepik)
Manaus (AM) – Municípios do Amazonas já sentem os impactos da elevação acelerada do nível do rio Purus, que neste começo de fevereiro apresenta um comportamento atípico para o período. A cheia, considerada antecipada, tem provocado transtornos à mobilidade fluvial e acendido o alerta em comunidades ribeirinhas da região.
Com cerca de 3.200 quilômetros de extensão, o Purus corta extensas áreas da floresta amazônica e desemboca no rio Solimões, exercendo influência direta tanto no equilíbrio ambiental quanto nas atividades econômicas e no abastecimento das populações que dependem de sua navegabilidade.
Dados de monitoramento hidrológico, indicam uma elevação acelerada do volume de água, acima do padrão esperado para esta época do ano. Em diversos trechos, os níveis já ultrapassam, em metros, as marcas registradas no mesmo intervalo de 2025.
No domingo (02), o Purus marcou 15,21 metros em um dos pontos de referência. Já no município de Lábrea, o cenário é mais sensível: o rio alcançou 20,63 metros, aproximando-se da faixa crítica e reduzindo a margem de segurança antes de possíveis alagamentos, embora ainda não tenha superado o recorde.
Ao longo de seu percurso pelo Amazonas, o rio Purus influencia diretamente a dinâmica de pelo menos seis cidades: Canutama, Pauini, Boca do Acre, Tapauá, Lábrea e Beruri, ponto onde suas águas se encontram com o rio Solimões. Essas localidades fazem parte da região conhecida como Calha do Purus e convivem, há décadas, com os impactos recorrentes das oscilações rápidas do nível do rio.
Cheia antecipa isolamento e corta acesso terrestre a Lábrea
LEIA MAIS





