Manaus, 29 de setembro de 2026
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Cenário

Cidade promete, volta atrás e diz que não chamará concursados

Governador afirmou no debate que candidatos do cadastro de reserva não poderão ser chamados agora, após sucessivas promessas durante a campanha.

Roberto Cidade afirmou durante o debate que não chamará os concursados neste momento e que as convocações poderão ocorrer somente no próximo ano (Foto: Reprodução/TV A Crítica)

Manaus (AM) – O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) mudou o tom sobre a convocação de concursados da Segurança Pública a cinco dias do primeiro turno. Durante o debate da TV A Crítica, na noite de segunda-feira (28), ele afirmou que o Estado não poderá fazer novas convocações neste momento, apesar de ter prometido os chamamentos em diferentes ocasiões durante a campanha.

Questionado pelo candidato Omar Aziz (PSD) sobre os aprovados que aguardam convocação, Cidade afirmou que os candidatos ainda não chamados estão no cadastro de reserva e que uma eventual convocação dependeria de uma decisão do governo.

“A gente não vai poder chamar agora, em poucos dias, que é uma questão política. Não tem aprovado, tem pessoas que estão no cadastro de reserva. Os aprovados já foram chamados e tem um cadastro de reserva, se chama ou não”, declarou.

A declaração contrasta com promessas feitas pelo próprio candidato nos últimos meses. Em julho, agosto e setembro, Cidade havia falado publicamente em elaborar cronograma e realizar convocações para ampliar o efetivo da Segurança Pública.

Em julho, promessa de cronograma

Em 16 de julho, durante evento no bairro Jorge Teixeira, em Manaus, Cidade afirmou que pretendia conversar com a comissão dos concursados e elaborar um cronograma para os chamamentos.

“Vou conversar com a comissão de vocês e vamos verificar a viabilidade. Também vamos elaborar um cronograma para convocar os concursados, para que possamos aumentar o efetivo, porque esse é um desafio de todos nós”, afirmou.

Em agosto, nova promessa

Em 31 de agosto, durante evento na Arena da Amazônia, o candidato voltou a afirmar que faria convocações. Na ocasião, disse que o governo já tinha um estudo de impacto financeiro e que avaliaria a disponibilidade orçamentária antes de iniciar os chamamentos.

“Nós vamos convocar, sim. Nós vamos fazer outro concurso público em breve e nós vamos fortalecer a segurança pública”, declarou.

Em setembro, Cidade voltou a falar em chamadas

Durante uma sabatina do G6/Amazonas Atual, já em setembro, o governador novamente mencionou a convocação dos concursados.

“E em breve eu vou estar chamando eles. A nossa intenção é chamar uma parte, depois de fazer mês a mês e concluir esses aprovados”, afirmou.

A promessa ocorreu enquanto candidatos aprovados nos concursos da Segurança Pública cobravam do governo novas convocações. No fim de agosto, concursados chegaram a manter mobilização em frente à sede do Governo do Amazonas.

Agora, discurso é de impedimento

No debate de segunda-feira, entretanto, Cidade afirmou que não seria possível fazer a convocação “agora, em poucos dias” e classificou a situação como uma questão política. O governador também disse que há pessoas no cadastro de reserva e que cabe ao governo decidir se haverá novos chamamentos.

A mudança de discurso ocorre na reta final da campanha, quando os candidatos ao Governo do Amazonas intensificam as cobranças e propostas relacionadas à Segurança Pública. O próprio debate teve a convocação dos aprovados entre os temas discutidos por Cidade e Omar Aziz.

Concursados cobram respostas

O Portal AM1 vem acompanhando as manifestações e cobranças dos concursados da Polícia Civil (PC-AM), Polícia Militar (PM-AM), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e Detran-AM, que protestam contra a falta de novas convocações e cobram do governo uma definição sobre o aproveitamento do cadastro de reserva.

Ao longo da campanha, os candidatos aprovados realizaram protestos, cobranças públicas e mobilizações para pressionar o governo. A declaração mais recente de Roberto Cidade, durante o debate, gerou novas críticas entre os concursados, que apontam uma contradição entre as promessas feitas anteriormente e a posição apresentada agora, na reta final da disputa eleitoral.

A mudança de discurso coloca novamente as convocações no centro das cobranças dos aprovados. A declaração de Cidade ganhou ainda mais peso porque, enquanto manifestações anteriores do candidato indicavam a intenção de realizar os chamamentos, agora a convocação aparece como uma decisão que poderá ser tomada posteriormente pelo governo.

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os concursados seguem aguardando uma definição sobre quando e se novas convocações serão realizadas pelo Governo do Amazonas.

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