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Com perda de popularidade, deputados federais podem desistir da Câmara por vaga na Aleam

• Publicado em 24 de março de 2021 – 15:56
Bosco Saraiva (Solidariedade) e o Delegado Pablo (PSL) são alguns dos nomes que devem “descer a escada” para a ALEAM.

Com pouca representatividade em Brasília, alguns deputados federais do Amazonas terão que arranjar um “plano B” para continuar no cenário político. Isso porque, sem o apoio das coligações partidárias que ajudavam muitos políticos a se eleger com a soma dos votos de outras legendas, alcançar o quociente eleitoral não será uma tarefa fácil em 2022.

O cientista político Carlos Santiago afirma que disputar um cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) pode ser um bom “plano B” para alguns parlamentares continuarem com cargos na política.

“Tudo é possível, porque tem deputados federais que terão dificuldades para suas reeleições, não somente pela (nova) legislação, mas também porque estão devendo uma demanda mais atuante”, explicou o cientista.

Vale ressaltar que a nova medida também vai afetar os candidatos a deputado estadual, entretanto, o número de vagas na Câmara dos Deputados são apenas oito para a bancada do Amazonas, enquanto que no legislativo estadual são 24, o que pode fazer com que os “menos populares” consigam ganhar a eleição.

Nos bastidores da política, comenta-se que os deputados federais Bosco Saraiva (Solidariedade) e o Delegado Pablo (PSL) são alguns dos nomes que devem “descer a escada” para a Aleam.

Com base na eleição de 2018, por exemplo, Bosco Saraiva foi o menos votado com 55.477 votos, enquanto que os outros sete que foram eleitos venceram, obtendo entre 197 mil a 77 mil votos – uma diferença de mais de 20 mil votos.

Leia mais: Após renúncia, Tony Medeiros assume como deputado estadual

Na época, candidatos como Conceição Sampaio (PSDB) e Pauderney Avelino (DEM) ganharam mais votos do que Saraiva, mas o político foi eleito por conta do quociente eleitoral atingido por meio da soma de votos dos partidos que tinham aliança na Coligação “Eu voto no Amazonas”, encabeçada pelo ex-governador Amazonino Mendes, que, na época, disputava o cargo majoritário.

A popularidade de Bosco Saraiva na disputa de 2018 ganhou força devido a sua passagem pelo governo estadual, como vice-governador e, também, pela sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

O “sucesso”, entretanto,  durou pouco e, na Câmara, Saraiva pouco apareceu. Em seu primeiro ano de mandato ele chegou a apresentar 280 propostas legislativas, mas em 2020, apenas cinco e, neste ano, até o final do mês de fevereiro, três. Como relator de propostas, ele apareceu apenas oito vezes, sendo sete em 2019 e uma neste ano.

Saraiva também presidiu a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, do dia 13 de março de 2019 a 10 de março deste ano, mas a popularidade, inclusive na briga pela Zona Franca de Manaus, sempre foi encabeçada por outros parlamentares da Bancada Federal do Amazonas.

Procurado pela reportagem, Bosco Saraiva destacou que as discussões sobre o fim das coligações para a disputa eleitoral de 2022 ainda estão indefinidas no Congresso, e que sua decisão sobre qual cargo pretende disputar, dependerá do que for definido.

Pablo

Por sua vez, o Delegado Pablo (PSL) chegou a ser um dos deputados federais do Amazonas mais votados em 2018, atingindo o percentual de 8,60% na votação com 151.649 votos. Ex-delegado da Polícia Federal e defendendo a bandeira da segurança pública, ele foi um dos vários políticos que ganharam força com base nos discursos do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), tendo embarcado na chamada “onda bolsonarista” da época.

Pablo parece ter perdido aquele apoio todo, principalmente após ser acusado de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro dentro da PF, sendo alvo da Operação Seronato, que também tem como alvo seus familiares.

Com relação a sua atividade parlamentar, neste ano, com base nas informações divulgadas no site da Câmara dos Deputados, até o final do mês de fevereiro, Pablo ainda não apresentou nenhuma proposta, não atuou como relator em nenhuma propositura e também não fez nenhum pronunciamento em sessão legislativa. Em seu terceiro ano de mandato, ele conta com 159 propostas legislativas, sendo 125 em 2019, 34 no ano passado e 57 pronunciamentos de tribuna.

À reportagem, a assessoria de comunicação do político negou a informação de que ele possivelmente não dispute a reeleição.

“Pablo vai disputar a reeleição para deputado federal em 2022”, disse o assessor do político, por meio de aplicativo de mensagem.

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