Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Com pizza em mãos, Guedes critica Câmara e fala em ‘prevaricação’ por ‘atraso’ em pedido de cassação de Bual

Rodrigo Guedes esclarece que o processo solicitado por ele visa colocar em votação apenas o juízo de admissibilidade.

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais Cãmara Municipal de Manaus)

Manaus (AM) – Segurando uma pizza, o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) criticou, nesta segunda-feira (3), a condução da Câmara Municipal de Manaus (CMM) no andamento do pedido de cassação do vereador preso preventivamente por suspeita de envolvimento em um esquema de “rachadinha”, Rosinaldo Bual (Agir), investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Além disso, Guedes mencionou a representação enviada à Câmara Municipal de Manaus (CMM) por integrantes do Comitê Amazonas de Combate à Corrupção. O documento, protocolado no dia 6 de outubro, solicitava a abertura de um processo político-administrativo para a cassação do mandato do vereador Rosinaldo Bual (Agir).

“A gente não pode permitir que isso seja jogado para debaixo do tapete, que seja jogado no esquecimento. Eu já disse dezenas de vezes: eu não tenho o direito de dizer o que cada vereador aqui vai fazer e como vai votar. Isso aí, cada um decide o que fazer. Cada vereador decide se vai votar sim ou não. Agora, eu tenho o direito e, acima de tudo, o dever de dizer que a Câmara Municipal de Manaus precisa cumprir a lei, precisa respeitar a lei. Não é uma faculdade do presidente da Câmara Municipal de Manaus dizer se isso vai ser votado ou não. É uma obrigação. Em um mês, já houve tempo mais do que suficiente para que isso fosse analisado aqui pelo plenário”, disse Guedes em plenário.

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A representação foi endereçada ao presidente da Casa, David Reis (Avante), e assinada por seis membros da coordenação do Comitê, todos advogados. O pedido tem como base a investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que resultou na prisão preventiva do parlamentar e de sua chefe de gabinete, no dia 3 de outubro.

Um mês depois, durante a sessão desta segunda-feira (3), o vereador Rodrigo Guedes reiterou o pedido para que a Câmara inicie o procedimento de cassação do mandato de Rosinaldo Bual, atualmente investigado por suspeita de participação no suposto esquema de rachadinha.

Rodrigo Guedes esclarece que o processo solicitado por ele tem como objetivo colocar em votação apenas o juízo de admissibilidade. Segundo o vereador, não se trata de condenar, julgar ou cassar, mas, pelo contrário, de cumprir a lei.

“Em um mês, nós já tivemos tempo mais do que suficiente para colocar em votação esse juízo de admissibilidade, que, repito, serve para saber se a Câmara vai abrir o processo ou não. Ainda não é para condenar, julgar ou cassar; é para cumprir a lei. Então, estou aqui, mais uma vez, questionando o presidente da Câmara Municipal de Manaus, o vereador David Reis, e a mesa diretora, para saber se vão colocar ou não o juízo de admissibilidade em votação”, disse Guedes.

A pizza exibida por Guedes faz referência ao ditado popular “tudo termina em pizza”, expressão usada para descrever situações que acabam sem punições ou consequências efetivas. Segundo o vereador, o gesto simboliza o temor de que o caso tenha um desfecho semelhante. O ato ocorreu no plenário durante a sessão ordinária da Câmara.

 

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