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Confiabilidade de pesquisas eleitorais divide opiniões

As pesquisas eleitorais são feitas de forma espontânea, em que o entrevistado fala o nome de um candidato de sua preferência e a estimulado, em que o entrevistador cita o nome de candidatos
Edilânea Souza – Portal AM
• Publicado em 27 de junho de 2021 – 21:00
Pesquisas eleitorais

MANAUS, AM – As pesquisas eleitorais sempre estiveram presentes no cotidiano dos brasileiros e geralmente elas são feitas em anos que precedem as eleições e durante o ano do pleito eleitoral ou até mesmo para avaliar a popularidade de um determinado governante já eleito.

Nas pesquisas feitas em épocas de eleições são avaliados diversos cenários que podem dar uma ideia de como o candidato ao cargo político está posicionado entre os demais concorrentes, assim como junto à população que responde os questionamentos.

Embora se tenham diversos parâmetros para a realização das pesquisas, como a quantidade de pessoas entrevistadas, o levantamento da quantidade populacional em determinadas zonas, a distribuição amostral, além do registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), para a validação dos dados coletados, muitas pessoas ainda desconfiam dos resultados obtidos ao fim de cada coleta.

O servidor público Dircley Freitas discorda dos resultados das pesquisas eleitorais e diz que acredita que possa haver fraudes no resultado para influenciar determinado candidato.

“Eu não confio de jeito nenhum e acho que esses ibopes são comprados para influenciar a opinião pública em favor de determinado candidato. Já vimos alguns resultados que davam uma larga vantegem a um candidato e na apuração de votos a diferença foi muito grande em favor do candidato eleito, como no caso da eleição de Bolsonaro, que nem venceria no primeiro turno em 2018 e nem chegaria ao segundo”, disse o servidor.

Já o jornalista Caio Alencar, que nunca participou de uma entrevista, acredita que as pesquisas são confiáveis devido todo o trabalho estatístico envolvido na apuração das respostas dos questionários feitos pelos recenseadores.

“Embora eu nunca tenha participado de uma entrevista eu confio nas pesquisas eleitorais, porque sei que envolve um trabalho muito detalhista de estatística de pessoas que vão às ruas pra colher esses dados”, comenta Caio.

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Comumente, as pesquisas eleitorais são feitas de forma espontânea, em que o entrevistado fala o nome de uma pessoa de sua preferência e a estimulado, aquela em que o entrevistador recebe o nome de alguns candidatos que vão participar do pleito.

Para o diretor da Action Pesquisas de Mercado, Afrânio Soares a desconfiança da população em relação as pesquisas eleitorais se dão pela falta de conhecimento da população de como são feitas as coletas de dados e como se chega aos resultados finais.

“A maioria das pessoas não entende como uma pesquisa eleitoral é realizada e atribui uma credibilidade mais baixa do que a maioria das merecem. Existem umas que não são boas pesquisas e até institutos que não trabalham sobre a ética profissional, mas está muito longe de ser a maioria dos institutos. A grande maioria trabalha corretamente aplicando nas pesquisas eleitorais princípios quantitativos que garantem a sua validade, credibilidade, um nível de confiança necessário se ter estatisticamente validado em uma pesquisa”, afirma Soares.

Outro ponto destacado por Afrânio que levantam dúvidas na população é por conta da quantidade de pessoas que participam das entrevistas, que, segundo ele, a média de entrevistado é de 1.070 a 1.100 mil pessoas.

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“Como a estatística sai de uma parte para o ao todo, que é o princípio da amostra, as pessoas como nunca foram entrevistadas em uma pesquisa eleitoral, não acreditam que num número de 1.100 pessoas ouvidas possam dar um resultado considerado confiável. Porém esse é um número padrão que as pesquisas eleitorais costumam ouvir que dar um nível de confiabilidade e um erro amostral de 3% exatamente. Eu costumo sempre fazer uma analogia é que se você quiser avaliar como está o seu sangue, se está bom ou tem alguma substância, você precisa tirar todo sangue do seu corpo e avaliar todas as micropartículas e devolvê-lo, é claro que não?! Assim são as pesquisas”, destacou o diretor da Action.

Afrânio Soares garantiu que a movimentação política em torno das pesquisas eleitorais no Amazonas já é bastante movimentada, afinal os políticos precisam começar a trabalhar suas estratégias desde então, embora o pleito só ocorra em outubro do próximo ano. “As pesquisas continuam sendo procuradas com uma intensidade boa também, tem alguns pré-candidatos que já fizeram esse ano, mais de uma em Manaus e em diversos municípios do Amazonas”, comenta.

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