Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Política

COP30 reforça importância de tecnologia e integração de dados na Amazônia

Em entrevista ao Portal AM1, Vitor Ribeiro, analista de projetos da startup amazonense ForestiFI, compartilhou aprendizados, críticas e expectativas geradas pelo evento.

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(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Manaus (AM) – A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), realizada em Belém, foi palco não apenas de discussões climáticas globais, mas também de iniciativas locais que buscam aliar tecnologia e sustentabilidade na Amazônia. Em entrevista ao Portal AM1, Vitor Ribeiro, analista de projetos da startup amazonense ForestiFI, compartilhou aprendizados, críticas e expectativas geradas pelo evento.

Segundo Ribeiro, participar da COP30 foi um marco para compreender o cenário global da bioeconomia e perceber o quanto o Brasil ainda precisa avançar. “Foi uma experiência um boom, a gente pode dizer, porque é muita informação ao mesmo tempo”, relatou.

Tecnologia e dados ambientais

Um dos pontos que mais chamou atenção do analista foi o atraso do Brasil no uso de tecnologias avançadas para monitoramento ambiental, especialmente inteligência artificial e sistemas de dados compartilhados.

“Teve um painel que eu participei que lá o palestrante demonstrou que o Brasil é um dos países que menos tem informações de biodiversidade no mundo. […] Os dados que são utilizados para fazer pesquisas climáticas, que vão nortear as tomadas de decisões, não consideram muitos dados que nós temos da nossa biodiversidade porque a gente não disponibiliza esses dados”, disse Ribeiro.

Ele compara o cenário nacional ao de países que já trabalham com automação e IA aplicada à bioeconomia. “O mundo lá fora já está premeditando isso utilizando inteligência artificial, tendo bancos de dados mais robustos”, pontuou o analista de projetos.

Vitor Ribeiro afirmou que o Estado e o Poder Público poderiam assumir essa responsabilidade no processo de integração das informações no Brasil.

“Quem faz o intermédio é o poder público. Então, o poder público ele tem essa responsabilidade de fazer o intermédio e de gerenciar essas informações porque são dados sensíveis”, defende.

A COP30 revelou que muitas soluções tecnológicas usadas na Amazônia estão sendo desenvolvidas por instituições estrangeiras. Para ele, o cenário é positivo, mas essa ideia de ver pesquisas e projetos estrangeiros construindo inovações para o Amazônia e a iniciativa não partido dos próprios brasileiros.

“Existem instituições privadas de outros países fazendo projetos, trabalhando biodiversidade, trabalhando bioeconomia, criando banco de dados aqui na Amazônia. É uma ideia, uma iniciativa de fora usando o nosso território.”

Os desafios levantados na COP30 mostraram que o futuro da bioeconomia amazônica depende, antes de tudo, de protagonismo local, algo que João Vitor Ribeiro enxerga como um compromisso inadiável.

“Nós estávamos presentes no evento, a gente tem que também dar resultado, mostrar por que foi importante estarmos presentes nesse evento. […] Investir em cadeias produtivas na Amazônia, investir na bioeconomia”, defendeu Vitor.

 

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