Manaus, 6 de julho de 2026
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Política

CPMI do Golpe aprova requerimentos para ouvir 35 pessoas

Todos os requerimentos defendidos pela relatora da CPMI foram aprovados pela base governista, que tem maioria na comissão; oposição criticou pedidos.

(Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Brasília (DF) – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro, aprovou os primeiros 223 requerimentos com solicitações de informações e de oitivas de testemunhas envolvidas com as ações após o segundo turno da eleição de 2022, nesta terça-feira (13).

Desses, 35 são para ouvir pessoas na condição de testemunhas.  

Entre as oitivas aprovadas, estão a de Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e que ocupava a Secretaria de Segurança do Distrito Federal no dia 8 de janeiro; além de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro; e Jorge Eduardo Naime Barreto, coronel responsável pelo Departamento Operacional da PM-DF.

A relatora da Comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), opinou que as oitivas devem começar, na próxima semana, por Anderson Torres e Mauro Cid, ao afirmar que os dois nomes têm relação direta com os fatos.

“Vejo que são dois nomes que têm uma relação muito direta com os fatos que se iniciaram no pós-eleição, a partir de 30 de outubro, até o dia oito de janeiro. Os dois têm papel fundamental e vejo que temos que iniciar por eles.”

Dos 39 nomes apresentados para serem ouvidos pela CPMI, quatro não foram aprovados na sessão. São eles: Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI do atual governo; Ricardo Cappelli, interventor da segurança pública do DF após os atos golpistas; Saulo Moura Cunha, ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), nomeado pelo atual governo; e Flávio Dino, atual Ministro da Justiça e Segurança Pública.

O deputado da oposição, Marco Feliciano (PL-SP), criticou a retirada desses nomes: “o general Gonçalves Dias, aquele que deu água aos manifestantes lá dentro do GSI, o governo não quer que o convoquemos aqui”.

Segundo a relatora, a retirada dessas pessoas segue uma estratégia lógica. “Temos uma lógica e organização cronológicas. No plano de trabalho eu cito o Gonçalves Dias, como cito outras personalidades que julgo importantes de serem ouvidas. Temos seis meses de trabalho. Alguém que eventualmente não foi aprovado nessa primeira rodada será, em uma segunda rodada, e tenho certeza que todos serão ouvidos pela Comissão”, justificou.

Requerimentos

Todos os requerimentos defendidos pela relatora da CPMI foram aprovados pela base governista, que tem maioria na comissão. Em seguida, excluiu 63 requerimentos apresentados pela oposição, muitos dos quais com conteúdo idêntico.

Entre os requerimentos rejeitados, estavam o que pedia acesso ao teor das imagens de “todas as câmeras do circuito interno do Ministério da Justiça e Segurança Pública”. Outro pedido era para ter acesso às imagens do Itamaraty.

Havia, ainda, requerimento pedindo acesso a todos os documentos que deram origem à viagem do presidente Lula da Silva à cidade de Araraquara (SP) no final de semana do dia 8 de janeiro, com planos de voos e de segurança da viagem.

Naquela data, Lula foi à cidade paulista conferir os estragos provocados pela chuva no município. Por trás desses pedidos, está a tese defendida pela oposição na CPMI de que o governo federal teria se omitido durante o 8 de janeiro.

 

(*) Com informações da Agência Brasil

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