(Foto: Divulgação/CMM)
Manaus (AM) – Expressões como “desqualificada”, “fala asneiras” e “atraso” marcaram as declarações de vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) sobre a ministra do Meio Ambiente e Clima, Marina Silva. As críticas ocorreram durante sessão plenária, em resposta à manifestação da ministra contra o novo marco do licenciamento ambiental aprovado no Senado, que flexibiliza algumas regras do processo.
Embora a proposta seja de competência do Congresso Nacional, o tema ocupou aproximadamente 25 minutos de debate na CMM, após ser levantado pelo vereador João Paulo Janjão (Agir). Boa parte da discussão foi dedicada às críticas à ministra e às declarações dela sobre a BR-319.
Durante sua fala, Janjão exibiu um vídeo de Marina Silva, gravado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro durante a comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade. No registro, a ministra critica a aprovação do Projeto de Lei nº 2.159/2021, que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil.
A nova legislação pode romper barreiras burocráticas que isolam a Amazônia do restante do país, possibilitando o avanço de obras paralisadas, como a da BR-319.
O parlamentar defendeu o asfaltamento da rodovia, argumentando que a estrada já existe. Ele também destacou o apoio dos senadores Eduardo Braga, Plínio Valério e Omar Aziz à proposta, o que, segundo ele, pode viabilizar a execução da obra.
O vereador Raulzinho (MDB) também se manifestou, elogiando a atuação do senador Eduardo Braga, mas dirigindo críticas à ministra. Ele afirmou que Marina Silva “só fala asneiras” ao tratar da BR-319.
“Se ela morasse aqui, será que seria esse mesmo discurso? Se algum parente dela morasse aqui no tempo da pandemia, que foi uma situação calamitosa, tivemos mortes e dificuldade para trazer oxigênio. Será que o entendimento seria diferente?”, questionou Raulzinho.
Allan Campelo (Podemos) também repudiou as declarações da ministra. Para ele, Marina Silva representa um retrocesso para o Brasil, especialmente para a Amazônia.
Campelo ironizou o fato de que, no Acre, estado de origem da ministra, existe a BR-317, a Transpacífico, que liga o estado ao oceano Pacífico, atravessando o Peru. Segundo o vereador, isso mostra que o desenvolvimento é permitido no Acre, enquanto o Amazonas enfrenta restrições.
“Repudio a fala da ministra Marina. Ela, na minha opinião, é um atraso para o Brasil, principalmente para a Amazônia como um todo, não só para o Amazonas. E o irônico é que, lá no estado dela, existe a Transpacífico, a BR-317, que liga o estado ao Pacífico, atravessando o Peru. Ou seja, para o estado dela, tudo bem. Para o Amazonas, há sempre um freio de mão puxado”, afirmou Campelo.
O vereador Mitoso (MDB) também se posicionou de forma contundente contra a ministra Marina Silva. Para ele, a ministra já havia dado declarações ainda mais polêmicas no passado, como ao afirmar que a BR-319 serviria apenas para passeios.
“Ela já teve falas piores, como, por exemplo, ao dizer que essa estrada só serviria para passear. Então, é uma pessoa totalmente desqualificada para estar nesse ministério. E, sendo acreana, pior ainda, não defende a região onde nasceu. Então, eu me pergunto e me questiono: será que essa ministra está a serviço do presidente para abortar a nossa estrada?”
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