(Foto: Robervaldo Rocha/CMM, Kelvin Dinelli & Divulgação/Assessoria
Manaus (AM) – A proposta do vereador Eduardo Alfaia (Avante) para inverter a pauta da sessão na Câmara Municipal de Manaus (CMM) gerou embate entre parlamentares. Enquanto o líder do prefeito defendeu a medida como forma de agilizar os trabalhos em um “dia intenso”, vereadores da oposição, como Rodrigo Guedes (Progressistas), criticaram a mudança por considerarem que ela esvazia o plenário e desrespeita os participantes das tribunas populares.
Ao justificar a proposta, Alfaia argumentou que se tratava de um “dia intenso”, e defendeu que as moções, requerimentos e indicações fossem suprimidos, permitindo a tramitação célere da Ordem do Dia.
A sugestão, no entanto, enfrentou resistência de parte dos vereadores. Um dos principais opositores da Prefeitura de Manaus, o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas), declarou ser contra a inversão. Segundo ele, esse tipo de mudança esvazia o plenário. Guedes citou como exemplo a tribuna da semana anterior, quando, segundo ele, apenas três vereadores permaneceram na sessão.
“Essa metodologia me parece mais para ficar livre depois para fazer qualquer outra coisa. Esvaziando o plenário. Não é legal e não é correto. Além de ser deselegante com os convidados”, criticou Guedes.
O parlamentar classificou a medida como um desrespeito tanto ao tema da tribuna quanto aos vereadores que participam das tribunas populares. O vereador Zé Ricardo (PT) também manifestou apoio à crítica de Guedes.
Antes disso, porém, o presidente da sessão, vereador Raulzinho (PSDB), rebateu Guedes afirmando que a sessão não havia começado por falta de quórum, e que o próprio Rodrigo Guedes estava ausente no início.
Apesar das divergências, a Câmara aprovou a inversão de pauta com votos contrários dos vereadores Ivo Neto (PMB), Rodrigo Guedes, Capitão Carpê de Andrade (PL) e Sargento Salazar (PL).
Mesmo com o requerimento de inversão de pauta aprovado, o líder do prefeito, Eduardo Alfaia, rebateu as críticas de Rodrigo Guedes. Alfaia afirmou que o vereador do Progressistas sofre de “síndrome da ausência dos colegas” e acusou Guedes de “procrastinar” e fazer discursos “aleatórios” e falas “irrelevantes”.
Guedes respondeu imediatamente. Considerou as declarações de Alfaia desnecessárias e reforçou que sua crítica não teve caráter pessoal. Ele também respondeu à fala de Raulzinho, destacando que não se ausentou do plenário em nenhuma sessão durante os quatro anos de mandato. “Eu posso falar sim para o Plenário”, concluiu o vereador.
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