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David Almeida emprega 26 correligionários do Avante na prefeitura

David Almeida contratou 26 correligionários do Avante, logo após assumir a cadeira da Prefeitura de Manaus, em janeiro de 2021
Edilânea Souza – Portal AM1*
• Publicado em 31 de julho de 2021 – 08:00
David Almeida coloca 26 correligionários do Avante na prefeitura
Card: Bernardo Moreira

MANAUS, AM – Desde o início de sua gestão, em janeiro, o prefeito de Manaus David Almeida (Avante) nomeou correligionários de seu partido para que atuem em cargos de secretariado, comissionados e em conselhos dentro da estrutura da Prefeitura de Manaus.

De 62 nomes que concorreram pela sigla, quatro candidatos foram eleitos e 26 deles aparecem trabalhando em secretarias municipais, como secretários, subsecretários, gerentes de setores e demais cargos. Essas contratações chegam a mais de R$ 208 mil reais ao mês à prefeitura. Alguns dos nomes já caminham com David Almeida desde quando era deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Entre os nomes que participaram das eleições de 2020 pelo Avante e que aparecem nomeados na prefeitura, estão: Alonso Oliveira; Ana Paula Machado Andrade de Aguiar; André Ricardo de Araújo Santiago; Antonio Stroski; Arone do Nascimento Bentes; Benae Limoeiro; Carlos Alberto Brito Davila (Pai Amado); Emerson Perkins Lemos de Assis; Glauber Marcos Cavalcante Duarte; Gustavo Igrejas; Isidorio Lima Alfaia (Pastor Alfaia) e Itamar Feitosa da Silva.

Aparecem ainda na lista os nomes de Jairo Pereira dos Santos; João Claudio Nobre da Silva; José da Silva Mendes (bombeiro Mendes); Manoel Ademar Pinheiro Brito; Mauro Gomes de Souza; Oreni Braga; Priscila Dayane Sousa da Silva; Rayana Pinho, Renata Correa Marinho (Bonita do Viver Melhor); Robson de Oliveira Falcão Cesar; Suzana Farias Barreto; Valquindar Ferreira Mar Junior; Will Robson Fontes Goiabeira e Weiner Coelho Barbosa.

Secretariado

Entre os correligionários que atuam como secretários e recebem um salário bruto de R$ 15 mil aparecem Alonso Oliveira, no comando da Fundo Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e o secretário de Meio Ambiente (Semas), Antonio Stroski, com salário de R$ 13,5 mil.

Já como subsecretário municipal está Gustavo Igrejas, na Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi) com salário bruto mensal de R$ 12.600,00.

Correligionários

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Nomeações curiosas

Entre as 26 nomeações de ex-candidatos a vereadores do Avante, chama atenção as contratações da investigadora Benae Limoeiro, de Edineth Rayana Rodrigues Pinho, conhecida por organizar um bazar em toda Manaus e do major do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Robson de Oliveira Falcão Cesar.

Benae Limoeiro é investigadora de Polícia Civil do Amazonas e vem recebendo salário da Prefeitura de Manaus no valor de R$ 7.200,00 mil até o mês de maio.

Após reportagem do Portal AM1, no mesmo mês, falando da contratação e dos recebimentos de Benae, a Prefeitura de Manaus publicou em junho, na folha de pagamento, o valor como outros vantagens, que necessariamente não se caracterizam como um salário fixo. Já na PC-AM, o salário bruto da investigadora é de R$ 21.511,99. Benae também recebeu, em 2018, de David Almeida, o título de Cidadã Amazonense, quando ele ainda era deputado estadual e presidente da Aleam.

Leia mais: David Almeida escolhe investigadora da PC filiada ao Avante como sua protegida

Já Edineth Rayana Pinho organiza semanalmente um bazar por todas as zonas da cidade, conhecido como Bazar da Rayana. No site da Transparência, o nome de Rayana aparece duas vezes nomeada, uma como gerente na Semtepi com salário bruto de R$ 9.922,50, bem como membra de Conselho da Manauscult, onde recebe R$ 2.094,50 em forma de benefício, classificado como outras vantagens na folha. Somados, os dois valores pagos à Rayana chega a R$ 12.017,00, sem descontos.

O major Falcão é outra nomeação que também recebe pelo Corpo de Bombeiros e pela Prefeitura de Manaus. No CBMAM, o valor do salário bruto do major é de R$ 25.003,91. Já na prefeitura, onde o major atua na Casa Militar como diretor de departamento, o salário bruto é de R$ 9.339,45.

Um dos correligionários que só ficou um pouco de mais um mês nomeado, de acordo com o site da Transparência, é Glauber Marcos Cavalcante. Após fevereiro, não consta mais pagamentos feitos ao correligionário de David Almeida.

Dívida de campanha

O analista político Helso Ribeiro afirma que a prática não é ilegal e ela ocorre nas esferas do Poder Executivo municipal, estadual e federal. Ele disse, ainda, que o ideal seria que houvesse servidores de carreiras para ocupação dessas vagas, mas que isso não sucede dessa forma.

“Todos os governos e, aí eu digo que nas três esferas, acontece isso, mas o que se gostaria é de que todos os cargos da administração pública fossem ocupados por pessoas de carreiras dos órgãos que auxilia a administração, mas nem sempre possuem esses servidores. Existem centenas de cargos em comissão, dentro desse aspecto é normal e legal, e em cada mudança de prefeito, governo ou presidente sempre há uma mudança e continuará havendo mudanças nos cargos. Independente da pessoa ter concorrido à eleição ou não, é livre a nomeação do chefe do Executivo”, comentou.

O analista diz, ainda, que muitos correligionários se candidatam para ajudar um determinado concorrente e, após isso, vem a nomeação como forma de “recompensa” pelo apoio. “Muitas vezes, tem pessoas que concorrem a cargos eletivos até para somar votos e impulsionar a candidatura de um determinado concorrente, e, às vezes, são dívidas morais de campanha”, finalizou o analista.

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