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David Reis suspende licitação de ‘puxadinho’ de R$ 32 milhões

A nova construção do anexo também foi alvo de protestos por populares que estavam em frente à CMM, nesta quarta-feira (22)
Edilânea Souza – Portal AM1*
• Publicado em 22 de setembro de 2021 – 10:43
David Reis exonera presidente da Comissão de Licitação da CMM, Felisberto Nunes
Foto: Divulgação / CMM

MANAUS, AM – O presidente da Câmara Municipal de Manaus, David Reis (Avante) resolveu suspender oficialmente o processo de licitação para a construção do prédio anexo 2, o “puxadinho”, como ficou conhecido o empreendimento, que custaria aos cofres públicos um valor de quase R$ 32 milhões. A informação foi publicada no Diário Oficial da Casa nessa terça-feira (21).

A suspensão veio logo após a obra ser barrada na Justiça do Amazonas, na última sexta-feira (17), a pedido dos vereadores Amom Mandel (sem partido) e Rodrigo Guedes (PSC), além da pressão popular.

Desde então, David Reis já suspendeu licitações para contratação de serviços de empresa especializada em serviços de monitoramento, instalação e manutenção preventiva e corretiva do Sistema Fechado de Televisão (CFTV) digital (DVR), Sistema de Alarme de Detecção de Incêndios e Sistema de Controle de Acesso Externo e da contratação de 41 veículos modelo picapes que serviriam os vereadores da CMM.

No sábado (18), Reis também bloqueou os comentários de suas redes sociais após a grande repercussão na mídia e nas redes sociais e se absteve de ir ao plenário da CMM na última segunda-feira (20) e se limitou a informar que não discursa em temas polêmicos.

Leia mais: David Reis se recusa a falar sobre ‘puxadinho’ e picapes da CMM

Manifestação contrária

Na manhã desta quarta-feira (22) um grupo de manifestantes esteve em frente à Câmara de Manaus para se mostrar contra o prosseguimento do processo de construção de 41 novos gabinetes parlamentares. Um dos líderes do movimento, Ronilson Souza, chegou a dizer à equipe de reportagem que os parlamentares não necessitam de gabinetes maiores e, sim, que precisam estar nas ruas para verificar as demandas dos manauaras.

“O povo de Manaus é contra a construção desse anexo por um motivo muito simples: não é o momento de esbanjar dinheiro do povo com construção faraônica, com construção imoral. Não é o momento de esbanjar o dinheiro de um povo tão sofrido com essa construção, que só vai beneficiar 41 pessoas, apenas. Manaus é gigante, a capital tem problemas imensuráveis, por exemplo: o transporte público de Manaus é caótico; sem saneamento básico; a infraestrutura praticamente não existe. Precisamos de investimentos na assistência social e na área da educação. As praças da cidade estão escuras, abandonadas e perigosas, estão se tornando um covil para bandidos. Não é hora de pegar este dinheiro e investir em coisas supérfluas e sim, de olhar para o povo de Manaus e ver as suas necessidades!”, disse Ronilson.

Leia mais: Grupo marca protesto contra ‘puxadinho’ e picapes na CMM nesta quarta-feira

Durante a manifestação, Souza também deixou um recado aos parlamentares: “Eu quero convidar os vereadores de Manaus a tirarem as suas “b***das” das cadeiras e andar nas ruas de Manaus, visitar os bairros para verem as necessidades do povo e, somente assim, talvez vocês se sensibilizem. Quando vocês estiverem vindo à CMM, em seus carros luxuosos, com ar-condicionado e vierem para seus gabinetes com conforto total pago pelo contribuinte, e voltarem para suas casas luxuosas, pagas pelo contribuinte, olhem para os sinais, lá está cheio de crianças, jovens e adultos que muitas vezes eles não têm onde reclinarem a cabeça!”, disse Ronilson, afirmando que os números de moradores de rua só aumentam a cada dia.

O vereador Rodrigo Guedes também esteve presente para dar apoio aos manifestantes e disse que quem vai barrar essa obra é a população de Manaus. O parlamentar já demonstrou total desacordo ao gasto de quase R$ 32 milhões em face das dificuldades econômicas e estruturais na cidade, principalmente por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus, desde 2020 e que ainda vem afetando até hoje a todos.

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