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16 de maio de 2021
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De Columbine a Suzano; massacres sangrentos que marcaram a história

Os Massacres de Columbine e Suzano entraram para a história, pela trilha de sangue deixada por Eric, Dylan, Guilherme e Henrique

De Columbine a Suzano; massacres sangrentos que marcaram a história
"Tema os ninguéns"

MANAUS, AM – “Hoje é o dia em que o mundo acaba”, esta frase foi dita por Eric Harris, que junto do amigo Dylan Klebold, entrou para a história como um dos autores de um dos maiores crimes dentro do território americano. O Massacre de Columbine completa 22 anos nesta terça-feira (20). O Portal Amazonas 1 relembra a história que marcou o dia 20 de abril de 1999.

Drama, horror, medo e muito sangue, esses foram algumas das características encontradas por integrantes da Swat ao entrarem na escola de ensino médio Columbine. A unidade que fica em Littleton no Colorado, foi palco de uma grande tragédia. Em conclusão, a cena era digna de um filme de terror.

Diagnóstico do caso

Em primeiro lugar, Eric Harris, 17, e Dylan Klebold, 18, garotos introspectivos do último ano do ensino médio. Eles gostavam de jogos de tiro e ajudavam na manutenção dos computadores do colégio.

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Em seus diários pessoais, os policiais verificaram que eles planejaram o ataque por quase um ano. Pouco antes, ninguém imaginava que eles pudessem cometer o crime.

A princípio, uma bomba deveria explodir no refeitório. 400 alunos costumavam estar nesse local no horário que o ataque ocorreu.

Ele entraram no colégio e, às 11h14, colocaram duas bolsas cheias de explosivos no refeitório da escola. A dupla se deslocou até o estacionamento, onde pretendia atirar em quem tentasse fugir do local.

No entanto, com a falha no plano principal, a alternativa foi ir direto para o plano B. Do mesmo modo, a dupla agora tinha o objetivo de matar com as próprias mãos.

Perfis doentios

 

Massacre de Columbine

Eric e Dylan, autores do crime

Eric foi diagnosticado depois do incidente como um típico psicopata, todavia, Dyllan como alguém com quadro depressivo grave.

Segundo a psicóloga Nataly Talita, que estuda pacientes com este perfil em Manaus, Eric tinha consciência do que estava fazendo. Porém, mesmo tendo ciência sobre suas atitudes, ele não criava empatia pelo sentimento alheio.

“Esses são os traços de personalidade de uma pessoa com psicopatia; um comportamento antissocial. Afinal, ele sabia o que fazia, mas não pensava no que os outros sentiam”, disse Nataly.

Dylan dependia de Eric emocionalmente. Ele sofria de um quadro crônico de depressão, que pôde ser constatado em sua página pessoal na internet.

Massacre de Columbine

Fotos de um trabalho escolar dos alunos Dylan e Eric

“O suicídio de Eric foi uma válvula de escape para não responder pelos atos, já o de Dylan foi consequência do processo depressivo e momentâneo”, ressaltou a psicóloga.

“Os jovens não eram solitários e, na busca por motivações, o mais próximo que chegaram de uma conclusão sobre o comportamento social é que eles apenas não eram aceitos pelos garotos do colégio”, completou.

O Massacre de Columbine

Programadas para explodir três minutos depois de acionadas, as bombas teriam capacidade para matar todos os 400 estudantes no local, por exemplo. Entretanto, algo deu errado nos planos dos amigos Eric e Dylan.

Com a falha, os dois alunos entraram no colégio às 11h19 e iniciaram uma série de tiros aleatórios. Ao passo que, eles ficaram zanzando pelos corredores, começaram a atirar sem seleção prévia.

Nos corredores, um professor levou um tiro no ombro. Ele ainda conseguiu se arrastar para uma das salas, mas morreu logo em seguida.

Massacre de Columbine

Foto reprodução

Os dois atiradores chegaram na biblioteca às 11h29. Nesse local, os jovens concretizaram as piores cenas do massacre. A polícia informou que 10 das 13 mortes aconteceram naquela sala.

Nesse meio tempo, ainda ocorreu uma troca de tiros com alguns seguranças que estavam do lado de fora.

Massacre de Columbine

Eric e Dylan no refeitório

Ambos voltaram ao refeitório para tentar acionar manualmente as bombas. Eles conversaram calmamente entre eles, mas a nova tentativa de explosão não deu certo. Sem saída, eles retornaram à biblioteca. Por fim, ambos decidiram pôr fim nas próprias vidas. Eles iniciaram uma contagem e cometeram suicídio.

Os policiais de elite só liberaram a escola após quase seis horas após os últimos dois tiros.

Eric e Dylan mortos

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Vítimas

No total, os atiradores utilizaram quatro armas de fogo, 99 explosivos no massacre. Além disso, os jovens carregavam diversas munições e quatro facas.

Em menos de uma hora de ataque, o resultado foi devastador. 13 pessoas foram mortas e mais de 20 ficaram feridas. O momento de terror daquele 20 de abril de 1999 nunca mais foi esquecido.

vítimas de Columbine

Foto das vítimas do Massacre de Columbine

O Massacre de Columbine deixou marcas e traumas, e as reais motivações, não saberemos, da mesma forma que os autores morreram, o real motivo, também.

Massacre no Brasil

Realengo

No país, dois episódios recorrentes marcaram a história. Em 7 de abril de 2011, em Realengo, no Rio de Janeiro, Wellington Menezes de Oliveira, 23, mudou a história do que seria mais um dia de aula comum. Ele invadiu a escola municipal Escola Municipal Tasso da Silveira, onde estudou, atirou em salas de aulas lotadas. Como resultado, 11 pessoas morreram e 13 ficaram feridas, todas entre 12 e 14 anos.

Massacre escola em Realengo

Foto tirada pelo autor do massacre em Realengo

Policial atingiu Wellington com um tiro e, logo após, ele cometeu suicídio. O autor chegou a gravar vídeos explicando os motivos e a preparação do ataque. As cenas chocam até hoje.

Suzano

O mais recente caso desse tipo de ataque aconteceu no dia 13 de março de 2019. O alvo? A Escola Raul Brasil, localizada em Suzano, interior de São Paulo.

A unidade escolar foi o alvo de dois ex-alunos; Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos.

A polícia identificou que os jovens usaram de estratégias, recursos, sangue frio e crueldade para cometer o ataque.  O massacre vitimou cinco alunos e três funcionários da escola, deixando outros 11 feridos.

Assim como em Columbine, enquanto o cerco policial se formava, os dois se mataram.

Massacre de Suzano

Foto reprodução Luiz e Guilherme

Passo a passo dos atiradores

Guilherme entrou no colégio primeiro, sacou um revólver calibre 38 e fez disparos aleatórios. Depois disso, ele correu para a área interna da escola.

Henrique chegou, logo em seguida, carregando consigo uma machadinha, um arco e flecha e uma besta, ou seja, um arco horizontal acionado por gatilho.

Nos corpos das vítimas já sem vida, Henrique desferiu golpes com o machado. Em outras palavras, ele demonstrava uma raiva assustadora. Quando os alunos começaram a correr, ao tentar sair da escola, o mais velho feriu alguns alunos. Em seguida, ele ficou na porta e tentava evitar a evasão.

Por vezes, chegou a segurar alguns dos alunos que estavam aterrorizados. Posteriormente, ele entrou em luta corporal com uma aluna, no entanto, ela conseguiu se soltar pois tinha conhecimento em artes marciais.

Massacre Suzano

Autor e mentor do crime Guilherme Taucci

No pátio, eles perceberam a chegada da polícia. Finalmente, Guilherme matou Henrique e, sobretudo, cometeu suicídio em seguida.

Os dois levaram menos de 15 minutos para concluir a ação. Não existe comprovação, contudo, pelos detalhes utilizados pelo trio durante os atentados, o Massacre de Columbine pode ter sido referência para ambos os casos.

Essas datas, apesar de marcadas pelo sangue de inocentes, elas trazem um lembrete constante do cuidado que precisamos ter com as futuras gerações. Em outras palavras, os pais devem observar os filhos e buscar atendimento especializado.

(*)Em homenagem a todas às vítimas dos massacres.

 

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