Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Débora Menezes ironiza mobilizações da esquerda e é acusada de ignorar realidade de trabalhadores

Internautas criticam ironia da deputada do PL sobre manifestações populares e questionam sua atuação nos municípios do AM.

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(Foto: Divulgação /Redes Sociais)

Manaus (AM) – As declarações da deputada estadual Débora Menezes (PL-AM) sobre a mobilização da esquerda provocaram forte reação nas redes sociais nesta quarta-feira (21) e reacenderam o debate político em torno da participação popular em atos públicos.

Ao ironizar a capacidade de mobilização do campo adversário, a parlamentar foi acusada por internautas de desconsiderar a realidade da classe trabalhadora e de priorizar embates ideológicos em detrimento de pautas concretas.

A fala ocorreu durante a divulgação de atualizações do terceiro dia da caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que segue em direção a Brasília (DF). Segundo Débora Menezes, a presença de apoiadores ao longo do trajeto demonstraria que a mobilização não é artificial.

Em tom crítico, afirmou que a esquerda não consegue reunir pessoas “nem convocando com antecedência e nem dando pão com mortadela”, além de ironizar comentários que questionavam o tamanho do público.

A caminhada teve início na segunda-feira (19) e, de acordo com Nikolas Ferreira, é um protesto contra o que ele classifica como prisões injustas relacionadas aos atos de 8 de janeiro, além da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato tem duração prevista de sete dias e vem sendo acompanhado por apoiadores ao longo do percurso.

Nas redes sociais, as declarações da deputada foram amplamente criticadas. Muitos internautas destacaram que a dificuldade de participação em manifestações políticas está ligada à rotina da classe trabalhadora.

“A esquerda no Brasil é a classe trabalhadora. O cidadão que sai duas, três horas antes de casa para chegar no horário no trabalho não tem como estar nesses atos”, comentou um usuário.

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Outros internautas questionaram o uso de recursos públicos e cobraram atuação parlamentar. “Talvez o povo esteja trabalhando e não tenha verba de impostos para gastar com essas coisas”, escreveu um comentarista. Também houve críticas diretas à atuação de Débora Menezes no Amazonas, com cobranças por visitas aos municípios do estado e apresentação de projetos concretos.

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O debate ganhou ainda um tom ideológico mais amplo. Usuários classificaram a direita como ligada à burguesia e a esquerda como formada majoritariamente por trabalhadores com carteira assinada. “A esquerda é CLT, está trabalhando. Vocês são desocupados, sem projeto”, afirmou um internauta. Em outro comentário, a crítica foi direcionada ao que chamaram de ausência de propostas:

“Políticos sem projetos são a nova onda da extrema direita”.

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A caminhada liderada por Nikolas Ferreira continua e segue gerando repercussão e polarização no cenário político nacional.

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