(Foto: Celso Maia/Portal AM1)
Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) suspendeu liminarmente a formação da comissão que organizaria o novo concurso público da Câmara Municipal de Manaus (CMM). A decisão, publicada na última terça-feira (5), impede o avanço do certame até que a Justiça avalie a legalidade da anulação do concurso anterior, gerando uma reação imediata dos aprovados.
Em entrevista ao Portal AM1, Tiago Esashika, representante da comissão dos aprovados no concurso, manifestou-se com entusiasmo e confiança diante da decisão do desembargador responsável.
“Recebemos com muito entusiasmo a decisão do desembargador, principalmente pelo trecho em que ele afirma: ‘A anulação de um concurso público é a medida mais drástica e deve ser reservada para ilegalidades graves e insanáveis’”, destacou Esashika.
O representante reforçou que, desde o início, a comissão defende que não existem irregularidades graves que justifiquem a anulação do certame, especialmente em relação aos cargos dos editais 001 e 002.
“Essa frase traduz exatamente o que temos defendido: não há qualquer irregularidade capaz de justificar a anulação do nosso concurso”, afirmou.
Tiago Esashika também expressou confiança de que, com uma análise mais detalhada do caso, ficará evidente que a suspensão do concurso anterior foi uma decisão precipitada e injusta para os candidatos aprovados.
“Seguimos confiantes de que, com uma análise mais aprofundada, ficará ainda mais evidente que a medida tomada foi precipitada e injusta”, concluiu.
Confira o posicionamento completo de Tiago Esashika
Recebemos com muito entusiasmo a decisão do desembargador, principalmente pelo trecho em que ele afirma: “A anulação de um concurso público é a medida mais drástica e deve ser reservada para ilegalidades graves e insanáveis”.
Essa frase traduz exatamente o que temos defendido desde o início: não há qualquer irregularidade capaz de justificar a anulação do nosso concurso, muito menos em relação aos cargos dos editais 001 e 002, que sequer foram alvo de qualquer denúncia grave.
Seguimos confiantes de que, com uma análise mais aprofundada, ficará ainda mais evidente que a medida tomada foi precipitada e injusta.
Sobre o caso
A decisão do TJAM ocorre em meio a uma disputa judicial que se arrasta desde março e envolve recursos de candidatos que questionam a revogação do concurso anterior.
Eles alegam que o cancelamento foi baseado exclusivamente em recomendação do Ministério Público, sem uma análise jurídica aprofundada, e defendem a validade do certame que os aprovou.
Enquanto o processo não é concluído, a Câmara Municipal de Manaus permanece impedida de avançar com o novo concurso.
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