(Foto: Éder França/CMM)
Manaus (AM) – No programa Cenário Político, do Portal AM1, o vereador Capitão Carpê (PL) se manifestou contrário à anulação do concurso público da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Segundo ele, a anulação “prejudicou diretamente muitas pessoas que estudaram, pais e mães de famílias”, que, segundo ele, não têm nada a ver com o jogo de interesse da presidência da Casa.
O vereador afirma que não há confirmações de irregularidades no certame. “Não teve irregularidade de fato no concurso público, apenas algumas possíveis irregularidades”.
Carpê acredita que o presidente David Reis poderia “voltar atrás na sua decisão e convocar as pessoas” aprovadas no concurso.
Ao ser questionado sobre uma possível pressão de 24 vereadores ao Ministério Público pela anulação do concurso, Carpê afirmou ter “certeza” de que “o Ministério Público não se sente pressionado” pela CMM.
Assista a um trecho da entrevista do vereador Capitão Carpê ao Programa Cenário Político:
Procurador aponta interesses políticos
Em maio deste ano, durante entrevista exclusiva ao Portal AM1, o procurador da CMM, Silvio Costa, criticou duramente a anulação do concurso, considerando uma “manobra política” da nova gestão, liderada por David Reis.
Diferente do posicionamento do vereador Capitão Carpê em relação ao MP-AM, o procurador afirma que o movimento incomum de vereadores junto ao Ministério Público evidencia a interferência.
“Na história da Câmara Municipal de Manaus, quantas vezes 24 vereadores foram ao Ministério Público fazer alguma coisa? Pela primeira vez, desde 1986, nunca houve isso. Nunca 23, 24 vereadores foram em conjunto ao Ministério Público tratar de algum assunto”, destacou.
Silvio destacou que o concurso foi barrado por conta da necessidade de manter cargos comissionados, que “podem ser manipulados” politicamente, já que servidores efetivos não podem ser exonerados facilmente.
O procurador também criticou a demora na homologação, lembrando que o ex-presidente Caio André já havia postergado a medida em dezembro de 2024 por ética, evitando homologar antes da correção da prova para procurador e troca de gestão.
Defensoria cobra esclarecimentos
A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) está analisando a possibilidade de instaurar procedimento coletivo para apurar a legalidade da anulação do concurso. O órgão foi acionado após representação formal do vereador Rodrigo Guedes (Progressistas).
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