Silvio Costa é procurador da CMM desde 2003 (Foto: Celso Maia/Portal AM1)
Manaus (AM) – Em entrevista ao Programa Cenário Político, do Portal AM1, nesta quinta-feira (22), o advogado e procurador da Câmara Municipal de Manaus (CMM) Silvio Costa alegou que a recente mudança na recomendação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) sobre concurso da Câmara Municipal teria sido motivada por pressões políticas da nova gestão da Casa Legislativa, hoje comandada pelo vereador David Reis (Avante).
Ao ser questionado se acreditava que a nova mesa diretora da CMM influenciou o MP-AM, Silvio foi categórico: “Não, eu não acredito. Eu afirmo isso.”
Segundo ele, o movimento incomum de vereadores junto ao Ministério Público evidencia essa interferência.
“Na história da Câmara Municipal de Manaus, quantas vezes 24 vereadores foram ao Ministério Público fazer alguma coisa? Pela primeira vez, desde 1986, nunca houve isso. Nunca 23, 24 vereadores foram em conjunto ao Ministério Público tratar de algum assunto”, destacou.
Silvio ainda ressaltou que o grupo de parlamentares esteve duas vezes no MP-AM e que, na segunda visita, até mesmo candidatos aprovados e classificados no concurso foram impedidos de acompanhar a reunião. “Eu não consigo entender uma situação como essa”, afirmou.
A declaração levanta questionamentos sobre possíveis interferências políticas em decisões técnicas do Ministério Público e reacende o debate sobre a transparência sobre o concurso público da CMM, que foi anulado pelo atual presidente David Reis.
Assista a um trecho da entrevista:
DPE vai apurar CMM
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) anunciou que vai abrir um procedimento coletivo para apurar a anulação do concurso da Câmara Municipal de Manaus (CMM). A medida foi comunicada pelo defensor público Carlos Almeida, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (12).
A iniciativa é uma resposta a uma representação formal apresentada pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressistas), que questiona a legalidade e os fundamentos da anulação do certame.
De acordo com Carlos Almeida, a Defensoria irá investigar coletivamente os fatos envolvidos no caso. Ele explicou que, caso não sejam encontrados elementos que justifiquem a anulação do concurso — especialmente com base nos argumentos apresentados na representação — e havendo resistência à correção da medida, a DPE-AM poderá ingressar com uma ação judicial para contestar a decisão.
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