(Foto: Divulgação/Freepik/IA)
Manaus (AM) – Uma testemunha, que preferiu não se identificar, confirmou ao Portal AM1 a veracidade do áudio que circula nas redes sociais e mostra profissionais da base do Programa Melhor em Casa, localizada na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCECON), coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), fazendo comentários ofensivos sobre a mãe de um paciente de 11 anos diagnosticado com câncer.
De acordo com o relato, essa não é a primeira vez que situações de desrespeito e conduta antiética ocorrem no programa. A testemunha afirma que decidiu denunciar o caso para que as autoridades competentes se manifestem e apresentem o andamento das investigações.
“Os mesmos profissionais que aparecem no áudio já tiveram outros comportamentos antiéticos. Essa denúncia precisa ter peso, porque se trata de um programa federal que movimenta recursos altos, repassados principalmente para empresas terceirizadas”, afirmou.
Ela detalhou que, no áudio, duas enfermeiras debocham da situação, enquanto um técnico afirma que “a mãe quer que o filho morra”. Em seguida, uma assistente social responde: “Tá mesmo! Ela depende dele”.
Indignada, a testemunha cobra posicionamento das autoridades e da deputada Débora Menezes, que tem como uma de suas bandeiras a defesa de crianças e adolescentes.
“Ela vive dizendo que protege as crianças e os adolescentes. Cadê essa mulher que ainda não falou nada?”, questionou.
Ouça o aúdio
A denunciante também relatou outro episódio envolvendo uma empresa terceirizada da assistente social Assad Gomes. Segundo ela, uma paciente com câncer colorretal em estágio avançado, que sentia fortes dores e apresentava odor característico da doença, foi alvo de comentários desrespeitosos pelas enfermeiras.
“Assim que a paciente saiu, elas disseram: ‘ainda bem que ela foi embora, estava podre’. É uma falta de sensibilidade absurda, uma violação da ética. Tentei alertar a empresa terceirizada sobre o que estava acontecendo, principalmente em relação ao serviço social, porque há compartilhamento de informações sigilosas como se fossem conversas de bar. Isso me enoja, mas a empresa não fez nada”, denunciou.
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