Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Deputada proíbe língua neutra nas escolas, mas STF alega falta de competência

Segundo o STF, há invasão de competência por parte da deputada na elaboração da legislação.

(Foto: Instagram/Débora Menezes)

Manaus (AM) – Sempre levantando um discurso bolsonarista, a deputada Débora Menezes reacendeu a polêmica envolvendo a linguagem neutra nas escolas que começou a ganhar força nos debates em 2023.

O Projeto de Lei da deputada estadual que proíbe o uso de linguagem neutra ou dialeto não binário em grade curricular, material didático de escolas públicas, privadas e em documentos oficiais de repartições públicas no estado do Amazonas foi aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais.

Logo após a aprovação, o ministro Flávio Dino suspendeu em maio de 2024, a lei de autoria da deputada proibindo o uso da linguagem neutra em instituições de ensino e repartições públicas do estado.

Na época, todos os ministros, incluindo André Mendonça, confirmaram a decisão proferida por Dino, em ação movida por entidades que defendem direitos de pessoas LGBTQIA+.

A deputada recorreu a decisão, mas agora o Supremo alegou que Débora Menezes não possui competência para legislar sobre a pauta da educação estadual, para o órgão há invasão de competência por parte da parlamentar.

Além disso, o STF também questiona a elaboração da legislação.

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