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Força-tarefa do MP vai investigar prática de corrupção em Coari

Grupo de trabalho foi autorizado pela procuradora-geral, Leda Albuquerque, após veiculação de matéria nacional sobre crimes praticados pela família Pinheiro

Pai e filho, prefeito e ex-prefeito de Coari são alvos de investigação (Foto: Divulgação)

O escândalo de corrupção na Prefeitura de Coari vai ser investigado pelo Ministério Público do Estado (MP-AM), que constituiu uma força-tarefa nesta segunda-feira, 12, após matéria nacional veiculada pela TV Record no domingo, 11, mostrar detalhes dos crimes praticados pelo atual prefeito, Adail Filho, e pelo ex-prefeito da cidade, Adail Pinheiro.

A Portaria 2259/2019 que cria o grupo de trabalho foi assinada pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, e tem como membros os promotores Leonardo Tupinambá do Valle, Francisco Santos Almeida, Fábia Melo Barbosa de Oliveira e Gabriel Salvino Chagas do Nascimento, coordenados pelo promotor Wesley Machado Alves, titular da 1ª Promotoria da Comarca de Coari. A força-tarefa tem 60 dias para apresentar o relatório da investigação.

A equipe de jornalismo da TV Record analisou cerca de 3 mil páginas de processos e documentos com diversas denúncias envolvendo a prefeitura. E, durante a reportagem, mostrou como a prática de corrupção na cidade afetou negativamente a vida da população local.

Não é a primeira vez que Coari e a família Pinheiro são alvos de investigação dos órgãos de controle. Recentemente, veio à tona a denúncia de que o prefeito Adail Filho pagava uma espécie de mensalinho para vereadores da Câmara municipal para aprovar projetos de interesses do Poder Executivo.

Já o ex-prefeito, Adail Pinheiro, pai de Adail Filho, possui uma extensa ficha criminal, que vai de prática de desvios de recursos públicos a denúncias de pedofilia.

Em dezembro do ano passado, Pinheiro foi condenado a 57 anos e cinco meses de prisão, de acordo com sentença assinada pelo juiz titular da 2ª Vara Federal, Marllon Sousa, atendendo a uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), no Amazonas.

A ação trata de organização criminosa em atuação na administração de Adail enquanto prefeito, e diz que era “voltada à prática, em tese, de inúmeros crimes de: peculato, desvio e apropriação de recursos públicos, mediante dispensa indevida e direcionamento de licitações, falsificação e uso de documentos públicos e particulares falsos, lavagem de dinheiro, dentre outros”.

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