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Dia das Crianças: psicóloga explica comportamento infantil na era das tecnologias no AM1

No Amazonas1 Entrevista desta segunda-feira (11), a psicóloga Camila Borba tirou as principais dúvidas dos pais sobre o uso das tecnologias pelas crianças
Camila Duarte – Portal AM1
• Publicado em 11 de outubro de 2021 – 19:00
Dia das Crianças: psicóloga explica comportamento infantil na era das tecnologias no AM1
Foto: Reprodução

MANAUS, AM – Na véspera do Dia das Crianças, a psicóloga Camila Borba foi a entrevistada desta segunda-feira (11) no Amazonas1 Entrevista, para conversar e orientar os pais sobre o uso de tecnologias na infância.

Durante a pandemia, as crianças ficaram mais próximas dos aparelhos celulares, computadores, tablets, etc, e, de acordo com a psicóloga esse não foi único prejuízo sofrido pelas crianças e adolescentes, e até mesmo os adultos.

Isso porque as pessoas passaram a ficar mais à frente das telas do que o de costume, tanto para entretenimento, quanto para trabalho e para a comunicação. No entanto, Camila Borba explicou que os usos dessas tecnologias podem ser feitos de maneira saudável.

“A pandemia flexibiliza um pouco do que conhecíamos como as normas de tempo, de utilização das tecnologias. Durante a pandemia, elas se tornaram uma nova forma de nos comunicarmos. Vamos ter avaliação de prejuízo a longo prazo, mas o que sabemos é que elas podem ajudar pais, mães, responsáveis, professores, que precisaram usar essa ferramenta”, disse.

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A psicóloga comentou que é recomendável que crianças entre zero a dois anos não tenham acesso às telas. “Na teoria, essas crianças não deveriam ser expostas a nenhum estímulo”, afirmou. De dois a cinco anos, a recomendação é que as crianças usem apenas 1 hora por dia, e de cindo a dez anos, a orientação é que as crianças façam o uso de apenas 2 horas por dia.

Se referindo a “telas”, a psicóloga aponta os celulares, tablets, computadores e televisões. Mesmo que não estejam voltadas para a criança, e sim para o adulto, não é recomendável, pois a criança acaba tendo contato indireto com o aparelho.

Antes da criança usar os aplicativos e assistir os vídeos, entre outras coisas, os pais devem fazer a análise do conteúdo e verificar a classificação de idade para que o filho possa usufruir. “Dê preferência aos aplicativos que os pais possam fazer regulamentar os acessos”, pontuou.

Mau uso e como identificar

A psicóloga listou que os pais devem notar mudança no comportamento da criança, como o sono, a alimentação, a comunicação e o desenvolvimento. Caso apresente sinais negativos nesses quesitos, o uso das tecnologias pode ser um fator preocupante.

“Uma criança assiste lives e apenas recebe conteúdo, ela ainda não tem cognição para entender que isso é um meio virtual. Então ela pode ter prejuízo a longo prazo do que é real e do que não é real, desenvolver e atrasar a linguagem dela para expressar o que está sentindo. Assim como pode se tornar um mecanismo de fuga para várias emoções desreguladas”, comentou.

Para fazer um controle no uso das tecnologias pelas crianças, os pais devem montar uma programação com o filho, como atividades interativa e incentivar as crianças para sair do mundo virtual.

“Se ela assistiu um vídeo de dança e sabe fazer ao vivo, aí entra a criatividade do papai e da mamãe para fazerem juntos. Então a gente incentiva uma coreografia, uma brincadeira sobre isso e, aos poucos, vamos tirando a criança do mundo virtual para o concreto”, explicou.

A criança que faz muito uso das tecnologias pode desenvolver transtorno, principalmente na comunicação. Com isso, é necessário que os pais façam a dosagem de utilização dos aparelhos tecnológicos pelas crianças. “Se você perceber que tem prejuízos irreparáveis, procure ajuda.”

“Como faço para tirar meu filho da frente do celular?”

Um dos pontos explicados pela psicóloga é trazer a criança para o mundo real. Brincadeiras ao ar livre e até mesmo dentro de casa são essenciais para a formação da criança, mas com a participação dos pais para estimular ainda mais no desenvolvimento e na vontade de realizar a atividade.

A psicóloga comentou que as atividades podem ser feitas em quintais, em varandas, parques, e até mesmo dentro do próprio quarto, mas que os pequenos tenham contato com a natureza, sendo uma das alternativas abrir a janela para iluminar o espaço.

“Muitas vezes a criança quer brincar com aquilo que ela vê ao redor dela. Traga a criança para perto e faça pequenas brincadeiras com aquilo que já existe dentro do ambiente de vocês. Seja no cortar dos legumes, e mostre para ela como se faz, para que serve, deixe a oportunidade dela escolher algumas coisas, até brincadeiras mais robustas”, disse.

Veja a entrevista:

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