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Outubro Rosa: mastologista esclarece dúvidas sobre o câncer de mama no AM1

O Portal Amazonas 1 entrevistou o diretor-presidente da Fundação Cecon, o mastologista Gerson Mourão, para tirar dúvidas e ressaltar os cuidados
Camila Duarte – Portal AM1
• Publicado em 01 de outubro de 2021 – 17:04
Foto: Reprodução

MANAUS, AM – Com o início do mês de Outubro, as mulheres redobram os cuidados com a saúde e, em especial, ficam atentas para prevenir o câncer de mama. Em alusão à campanha Outubro Rosa, o Portal Amazonas 1 entrevistou o diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Cecon), o mastologista Gerson Mourão, nesta sexta-feira (1).

Em transmissão pelas redes sociais do Portal Amazonas 1, o mastologista destacou as medidas de prevenção, além de tirar dúvidas sobre descobertas de nódulos e o tratamento para evitar o câncer.

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O câncer de mama é o segundo maior entre as mulheres no Amazonas. De acordo com o mastologista, são 400 casos no Estado, mais comum em mulheres acima dos 40 anos, no entanto, cerca de 7% das pacientes tiveram o câncer abaixo dos 40 anos, além dos tumores serem mais agressivos.

“A maioria dos casos que chegam na fundação, são tumores muito avançados. E o Outubro Rosa vem para tentar orientar essas mulheres para que elas examinem as suas mamas e que, fora do FCecon, isso seja resolvido imediatamente para que ela chega dentro da Fundação com ele ainda pequeno”, disse.

O diretor-presidente ainda comentou que apenas 5% da população possui câncer hereditário, mas, caso as mulheres tenham um caso de câncer de mama na família, é necessário fazer mamografia dez anos antes da idade de alerta. “Quando acontece com um membro da família antes dos 35 anos de idade, por exemplo em torno de 25 e aparece o câncer. Então, a chance daquela família ter um câncer hereditário é muito alta”.

Um exemplo disse foi o da atriz Angelina Jolie, que teve casos de câncer de mama na família, e após ter feito o teste, foi dado resultado positivo para a doença. “Se desse negativo, ela não precisaria fazer o que ela fez, que foi tirar as mamas.”

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O mastologista ainda explicou que toda mulher acima de 40 anos já precisa ficar em alerta, pois já correm o risco de ter a doença. A não amamentação também é um dos fatores que ocasionam o câncer de mama, além do nível de estresse.

O nódulo por estresse pode surgir com alterações no organismo, como passar por “tensão muito forte” e começam a ter alteração ou pausa no período menstrual. “Quando faz ultrassom aparece vários cistos no ovário e também na mama podem aparecer cistos, ou seja, uma relação com estresse”, comentou.

Sintomas

O diretor-presidente da FCecon afirmou que o câncer é um “assassino silencioso”, e vai lentamente aumentando. “Quando você palpa um caroço que já tem mais ou menos 1cm ou 1,5cm, ele já existe na sua mama entre oito a dez anos. Ele não nasce da noite pro dia”, explicou.

Autoexame

Sendo um dos principais métodos para detectar o nódulo na mama, o autoexame é bastante divulgado no mês de Outubro, mas deve ser feito em todas os períodos do ano. De acordo com Gerson Mourão, as mulheres que não passam mais pelo período menstrual podem realizar o autoexame em qualquer dia do mês.

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Agora, as mulheres que ainda menstruam, devem sempre fazer o autoexame após a menstruação. “Isso porque a mama está mais desinchada e você consegue descobrir mais fácil os caroços”, reforçou.

Mesmo se a mulher fizer o autoexame e não identificar nódulos, é necessário ir ao médico para realizar exames mais detalhados. “Quase 70% das mulheres quem descobre o câncer é a própria mulher, daí que nós defendemos o autoexame”, destacou.

Como identificar?

Em passos, o mastologista listou como as mulheres vão identificar o nódulo no seio: “O primeiro passo, ele é duro como uma pedra; Segunda coisa, ele não corre no seu dedo quando você aperta, ele fica grudado na glândula”.

Resumindo, caso a mulher encontre um nódulo e ele seja duro, indolor, cresce lentamente e não pode se locomover.

Evolução do câncer

Segundo o mastologista, o câncer pode evoluir de oito a dez anos, até chegar no tamanho de uma bolinha de gude. “A partir do momento em que ele atinge esse tamanho, ele cresce de uma forma rápida”, afirmou.

Nesses casos, a mulher precisa fazer a mastectomia como tratamento. Mourão ainda explicou que atualmente, as pacientes podem realizar a quimioterapia para o tumor reduzir e não ser necessário retirar a mama.

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Mesmo que a mulher identifique um nódulo na mama, nem sempre eles são considerados um perigo. “É preciso olhar para a idade. As mulheres acima dos 40 anos têm chance daquele caroço ser alguma coisa, do que quando se tem 20 anos de idade”, explicou.

O mastologista ainda explicou que quando uma mulher identifica um nódulo e realiza um exame, e mesmo assim o médico pede para ela retornar após seis meses, os chances daquele nódulo se transformar em câncer é apenas 3%.

Onde procurar atendimento?

De acordo com o mastologista, neste mês de Campanha, caso a paciente descubra um nódulo nas Unidades Básicas de Saúde, vai ser encaminhada para alguns locais em que serão disponibilizados a biópsia. “Se for maligno, ela vai direto para o FCecon”, disse.

O Instituto da Mulher também realiza os exames para identificar os nódulos, e caso o resultado seja negativo, a paciente continua em tratamento no local, caso seja maligno, também é encaminhada para o FCecon.

Câncer de mama em homens

Apesar de não ser muito comentado, o câncer de mama pode aparecer em homens. O mastologista explicou que os homens também possuem a glândula mamária e acontece acima dos 60 anos. “Diferente da mulher, o homem tem só o tecido atrás do bico do peito, se daqui do local tiver alguma coisa muito endurecida, pode ser um tumor”, comentou.

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Tratamento durante a pandemia

O período da pandemia da covid-19 reduziu a demanda de atendimentos no FCecon. Agora, com o avanço da vacinação e a queda no número de óbitos no Amazonas, as pacientes retornaram para realizar os exames de rotina e continuar o tratamento.

Ele comentou que as mulheres do interior do Estado sofreram com a pandemia, pois ficaram impossibilitadas de realizar os tratamentos na Fundação. “No interior as mulheres não tem alternativas de tratamentos, por isso estamos priorizando o atendimento para elas.”

Confira a entrevista:

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