Escola militar e escola regular (Foto: Divulagação/CMM e Eduardo Cavalcante/Seduc-AM)
Manaus (AM) – Na busca por uma educação de qualidade, surgem dúvidas sobre as diferenças entre escolas militares e o ensino regular. O pedagogo Hugo Matos esclarece que não existe resposta sobre a qualidade de ensino oferecido por essas instituições e a diferença “está no investimento”.
“É fundamental compreender que a educação é pensada por meio de uma gama de tendências pedagógicas, não se tem ao certo uma resposta para saber qual a melhor em qualidade, mas é certo que a que tem mais investimento irá apresentar um melhor desempenho”, destaca.
“Uma escola militar custa aos cofres públicos cerca de 5 vezes mais que uma civil, é importante compreender que não é o fato de a escola ser militar ou não que vai impactar no resultado, mas o grau de investimentos, em capacitação dos professores, qualidade dos recursos didáticos e físicos da instituição”, esclarece.
Reconhecimento internacional
Segundo o comandante e diretor da instituição, coronel Alexandre Magno, a escola é a única do país a oferecer a educação à distância 100% on-line.
“Para o prêmio, a gente destacou o nosso programa de ensino à distância, que é o único do Brasil que permite que tudo seja feito on-line, desde a matrícula até a obtenção do certificado, passando por todas as aulas e avaliações”, comentou.
Ouro
Outro exemplo de reconhecimento educacional de uma escola de Manaus está na conquista de medalhas de ouro na Olimpíada Internacional Mathématiques Sans Frontières 2023 (OMSF), de alunos da Escola Estadual Eliana Socorro Pacheco Braga. A competição é organizada pela Association Mathématiques Sans Frontières, com sede em Strasbourg, na França.
Particularidades
Hugo Matos, graduado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com especialidade em Docência do Ensino Superior e atua como pedagogo na área de Assistência Social do estado, define algumas particularidades sobre as escolas militares e regulares.
“A educação militar preza por um foco na disciplina, traço de uma proposta didática pautada na educação tradicional, que foca muito mais nas questões tecnicistas, ela tem o professor como elemento central do desenvolvimento da educação e não incentiva tanto a criticidade do sujeito, é antagonista da educação progressista [escola regular], que visa à formação de um sujeito autônomo, crítico e analítico. Nenhuma das tendências está errada, são apenas formas diferentes de se pensar a sociedade”, concluiu o profissional.
O pedagogo ressalta, ainda que, com o “investimento correto” as duas tendências podem mostrar “bons resultados”.
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