(Foto:Reprodução/Google Maps)
Manaus (AM) – A diretora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues é uma das três pessoas investigadas pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) na Operação Jogo Marcado, que visa desmantelar um esquema de fraude em licitação envolvendo um grupo familiar, em conluio com servidores públicos, em unidade de saúde pública do Estado.
Segundo o MPAM, três pessoas foram presas temporariamente nessa operação e o órgão também cumpre 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (3). A operação também cumpre mandados de prisão em Curitiba, Paraná.
Segundo o promotor de Justiça, Edinaldo Aquino Medeiros, a princípio, as pessoas envolvidas podem responder por crimes de fraude à concorrência, corrupção ativa, corrupção passiva e organização criminosa. O prejuízo, conforme o promotor, aproxima-se de R$ 2 milhões (R$ 1.888.738,00 exatamente).
Medeiros relata que o caso começou a ser investigado após o órgão observar que apenas as empresas de uma mesma família vencia as licitações feitas por dispensa, da UPA José Rodrigues, localizada no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus; ou seja, não havia concorrência com outras empresas para vencer os pregões, pois o “jogo já estava marcado”.
Foram presas três pessoas temporariamente: Lara Luiza Farias, diretora da UPA; Giovana Antonieta, diretora financeira da UPA; e Edmilson Soares, empresário que vencia as licitações. Ainda conforme o MPAM, seis empresas estão sendo investigadas nessa operação por 40 contratos.
A ação foi desencadeada com o apoio do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Civil.
Mais informações em instantes.
(*) Colaborou Emília Picanço, do Portal AM1.
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