Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Dor, descaso e ameaça de asfixia: mais um parto vira denúncia no Dona Lindu

Mãe relata 24h de sofrimento até equipe agir, enquanto casos semelhantes se acumulam sob a gestão estadual.

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(Foto: Guilherme Fragas/ CHS)

Manaus (AM) – Um vídeo que circulou nas redes sociais no domingo (23/11) mostrou a jovem identificada como Melciane Barbosa, que estaria há mais de 24 horas em trabalho de parto induzido no Instituto da Mulher Dona Lindu, localizado na Avenida Mário Ypiranga, no bairro Adrianópolis, em Manaus. A família denunciou que a gestante permanecia com a bolsa rompida e corria o risco de o bebê ficar sem oxigênio.

Ao Portal AM1, a mãe da jovem relatou o desespero ao ver a filha sentindo fortes dores na maternidade.

“Eu estava muito preocupada. Entrei em desespero porque ela não estava mais aguentando de dor. Ela queria uma cesárea, mas disseram que não podiam fazer porque o parto estava sendo induzido”, afirmou.

Segundo a mãe, após ela mencionar que acionaria a imprensa, os profissionais de saúde passaram a ser mais atenciosos.

“Graças a Deus, depois de tudo isso, eles ficaram mais atenciosos com ela. Estavam indo toda hora acompanhá-la, porque eu disse que não ia mais deixar fazerem nada com ela. Quando falei que chamaria a reportagem, rapidamente passaram a dar mais atenção”, contou.

A mãe da gestante informou ainda que, apesar de toda a tensão, mãe e bebê estão bem e agradeceu o trabalho da imprensa na divulgação do caso. E a previsão é de que Melciane receba alta médica nesta terça-feira (25).

Este não é o primeiro caso envolvendo a maternidade. Em outra situação recente, uma jovem, cuja gestação era de risco devido ao uso de um cateter duplo J nos rins, enfrentou horas de espera, dores intensas e atendimento considerado precário antes de ser finalmente internada para o parto.

A mãe relatou ao Portal AM1 que chegou à unidade por volta das 21h25. A filha foi avaliada por uma médica, que identificou quatro centímetros de dilatação, mas informou que ainda não era possível interná-la. Elas foram orientadas a retornar para uma nova avaliação às 2h da madrugada.

Segundo o relato, o quadro da jovem se agravou durante a madrugada. Por volta das 4h, a mãe voltou a procurar ajuda, mas afirma que o médico de plantão se recusou a avaliar a paciente, mesmo com as queixas de dor e sangramento.

“Pedi pra ele ver minha filha, e ele disse: ‘Agora sua filha é prioridade da unidade?’. Depois, continuou chamando outras pacientes”, relatou.

Outro caso semelhante foi registrado quando a equipe do Portal AM1 esteve na maternidade Dona Lindu na quarta-feira (05/11). No local, encontraram uma gestante de 34 semanas aguardando atendimento mesmo relatando fortes dores.

“O atendimento está péssimo. Já é a segunda vez que venho aqui e a sexta vez que sinto dor. Eles só me examinam e mandam voltar pra casa”, afirmou a gestante.

A acompanhante informou ainda que ela é cardiopata e, mesmo apresentando dores e sangramento, permanecia na fila, aguardando atendimento.

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