ZFM disputa com cidades dos EUA a instalação de fábrica de telhas solares
27 de novembro de 2020
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ZFM disputa com cidades dos EUA a instalação de fábrica de telhas solares

Fábrica da Ecosolaroof Holding Limite avalia as propostas do Polo Industrial de Manaus e de outras cidades dos Estados Unidos

ZFM disputa com cidades dos EUA a instalação de fábrica de telhas solares
Cada dia mais pessoas se interessam pela energia solar e Manaus pode ganhar empresa do segmento. Foto: portal-energia.com

O Polo Industrial de Manaus (PIM) pode sediar a nova fábrica de telhas de energia solar da Ecosolaroof Holding Limite.

A capital amazonense está concorrendo com cidades da Califónia, nos Estados Unidos. A empresa pretende divulgar o local da fábrica durante o Intersolar North America, que ocorre dos dias 4 a 6 de fevereiro.

A informação foi confirmada pelo do presidente do grupo, Charles Virgílio, ao titular da Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório Veiga, que garantiu incentivos fiscais. O objetivo da empresa é popularizar o uso de energia solar.

“Estamos apostando fortemente nesse novo segmento, sobretudo porque deve garantir, não só a redução dos preços e o acesso de maior volume de consumidores ao sistema, como permitir alternativas para que pequenos empreendedores que têm fornecimento precário de energia possam impulsionar seus negócios”, afirmou o secretário de estado de Planejamento, Jório Veiga, à reportagem do Amazonas1.

A assessoria técnica da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou  que ainda não há fábricas de telhas fotovoltaicas no PIM, mas adiantou que já há PPBs (Processo Produtivo Básico) aprovados, ou seja,  se a empresa da indústria do gênero quiser se instalar na Suframa, ela pode vir.

“A instalação de um segmento de energia fotovoltaica na Zona Franca de Manaus é uma ótima oportunidade para a região, por possibilitar a geração de investimentos e postos de trabalho no Brasil. Já há PPBs aprovados viabilizando a fabricação deste tipo de produto no âmbito da ZFM e a implantação de empresas do segmento poderá criar um nicho de mercado que viabilizará o atendimento de demandas do mercado consumidor”, disse, em nota, a Suframa.

Insegurança jurídica

Um dos impasses para a decisão final da fábrica ser instalada em Manaus é o posicionamento do Brasil sobre taxar ou não a geração de energia solar.

Em outubro de 2019, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu consulta pública para a revisão das normas do setor, com a pretensão de diminuir os incentivos, o que poderia tornar inviável a instalação de telhas ou painéis fotovoltaicos no país.

O assunto foi abordado, à época, pelo deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

“No final do ano passado, a Aneel, do nada, queria tributar a energia solar em 60%. Se ela fizer isso, ela vai inviabilizar qualquer opção pela energia solar ou pela energia eólica e com isso, vai ser muito ruim. Nos Estados Unidos cobram 10 % de taxa e aqui cobrar 60 % seria exatamente para inviabilizar o lobby das distribuidoras de energia elétrica que são oriundas de termoelétricas ou hidroelétricas e não querem a concorrência das energias limpas”, explicou o parlamentar.

Serafim disse que a possibilidade da instalação da empresa de telhas fotovoltaicas em Manaus é positiva, mas alertou para o problema da insegurança jurídica no Brasil.

“Será muito bom que venha uma empresa produzir telhas solares aqui, porque energia solar e energia eólica, que são energias limpas, são o futuro do mundo. A energia baseada em petróleo e em gás geram muita poluição – o gás gera, mas bem menos do que é baseado em petróleo, mas de qualquer forma gera. Queremos energias como a eólica e a solar. Espero que a Aneel não complique”, alertou.

O deputado também afirmou que a instalação da nova fábrica aqui vai baratear o preço das placas.

“Sem dúvida vai baratear o preço das placas, porque o próprio telhado será a placa. Isso, com certeza vai baratear significativamente. Quem já está instalado ficaria fora da cobrança de qualquer taxa. Só seria para os novos, o que seria um desestimulo enorme”, disse.

Retorno em cinco anos

Atualmente, em Manaus, o que há são empresas habilitadas na venda e instalação de placas fotovoltaicas, que já atrai amazonenses.

Com investimento de aproximadamente R$ 50 mil, o advogado aposentado Pedro Costa, 78, morador do bairro Adrianópolis, utiliza há quase dois anos o sistema de energia solar fotovoltaica.

“Fiz pesquisas e encontrei uma empresa que ganhou minha confiança, aqui mesmo em Manaus. Quanto a valor, hoje está muito mais barato. Assim creio. Digamos que os custos orbitaram em torno de 50 salários-mínimos”, explicou.

O aposentado ainda disse à reportagem que paga o valor do consumo mínimo que é de 100kW, o que representa uma economia mensal em torno de 80%, e recomenta a utilização da energia fotovoltaica.

“Meu sistema é integrado com a rede pública. Quando falta energia, meu sistema automaticamente deixa de injetar na rede, por motivos óbvios. Alguns amigos seguiram meu conselho. Recomendo por dois motivos: energia limpa e a possibilidade real de reaver o valor investido em um prazo relativamente curto. Por volta de cinco anos”, concluiu.

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