Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Em vídeo de propaganda, Wilson Lima é cobrado por convocação de 1.700 aprovados da PMAM

Convocação de 1.700 aprovados da PM-AM gera pressão nas redes e toma as postagens do governo.

em-video-de-propaganda-wilson-

(Foto: Arthur Castro/Secom)

Manaus (AM) – Em meio a um vídeo de propaganda das ações do governo do Amazonas, o governador Wilson Lima foi alvo de cobranças sobre a convocação de 1.700 candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) de 2021. A publicação oficial foi inundada de pedidos de aprovação imediata.

“O senhor tem nas mãos o poder absoluto de convocar esses 1.700 aprovados e permitir que todas essas famílias realizem seus sonhos”, escreveram internautas. Outro pedido destacou: “Antes do Natal, governador, convoque esses 1.700 aprovados”.

Ao longo do ano, os aprovados já realizaram diversas manifestações públicas cobrando a convocação, mostrando a pressão constante sobre o governo para suprir o déficit na corporação.

em-video-de-propaganda-wilson-

(Foto: reprodução/Instagram)

No início de novembro, durante o lançamento da Operação Natal, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em Manaus, um dos aprovados abordou Wilson Lima ao vivo. Ele lembrou que o concurso para nível médio foi o último realizado em 35 anos e que a corporação enfrenta déficit de pessoal.

“Temos um QDE com mais de 7 mil policiais. O senhor convocou 1.700 soldados até agora, mas desde o início do seu governo já perdemos 2.500 policiais. Só repomos o que foi perdido”, disse o candidato, pedindo uma reunião para tratar do assunto.

O governador afirmou que pretende agendar um encontro com os aprovados, mas ressaltou os limites legais e orçamentários para novas convocações, sem indicar datas.

Auxílio fardamento

As críticas à gestão de Wilson Lima não se restringem à convocação dos aprovados da PM-AM. Além da espera por novas nomeações, os policiais militares do Amazonas enfrentam há quatro anos a suspensão do auxílio-fardamento, benefício interrompido em 2022. A situação motivou a Associação das Praças do Estado do Amazonas (Apeam) a entrar com ação judicial cobrando do governo o fornecimento de uniformes e equipamentos básicos.

Segundo o presidente da Apeam, Gerson Feitosa, o governo não apresentou nenhuma proposta de negociação: “O governo não pagou, não deu nenhuma satisfação. Não há diálogo, não há tratativas. Tudo permanece na obscuridade”, afirmou em entrevista ao Portal AM1.

A soma de convocação pendente e falta de benefícios básicos reforça a pressão sobre o governador e evidencia um descontentamento crescente entre policiais e aprovados que aguardam há anos oportunidades e condições adequadas para o exercício da função no Amazonas.

LEIA MAIS: