(Fotos: Danilo Mello/Aleam & Tiago Correa/SECOM)
Manaus (AM) – A renúncia do governador Wilson Lima e do vice, que surpreendeu grande parte do meio político, não pegou de surpresa o PCdoB no Amazonas. A afirmação é do ex-deputado federal e estadual Eron Bezerra, que diz que o cenário já era previsto internamente pelo partido.
Durante entrevista ao programa Cenário Político, Eron afirmou que a leitura política da legenda sempre considerou inviável a permanência de Wilson Lima até o fim do mandato
“Nós nunca trabalhamos com o cenário de o Wilson Lima ficar no governo. Para nós, isso estava claro. O que surpreendeu foi a forma, essa saída à meia-noite, quase escondida”, declarou.
Cálculo político e sobrevivência eleitoral
Segundo Eron, a decisão de deixar o cargo seguiu uma lógica pragmática de sobrevivência política.
“O governador ficaria dependente de todos. Então, a saída era buscar um novo caminho eleitoral ou construir um acordo que lhe garantisse espaço político”, afirmou.
Leitura diferente da maioria da classe política
O ex-deputado criticou a forma como parte da classe política analisou o cenário.
“Tem gente que analisa política com base no desejo. Nós analisamos com base na realidade, na ciência política”, disse.
Mudança acelerou disputa pelo poder
A renúncia abriu caminho para uma reorganização do cenário estadual, com novos nomes entrando na disputa.
Para Eron, o movimento evidencia a instabilidade política no Amazonas.
“No Amazonas, nenhum cenário de março chega igual em junho. Tudo muda muito rápido”, concluiu.
Assista à entrevista na íntegra:
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