Manaus, 10 de julho de 2026
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Manaus, 10 de julho de 2026

Cenário

Esquema de apostas ilegais com influenciadores põe AM na mira da PF

Operação nacional investiga fraude com opções binárias, uso de influenciadores digitais e prejuízos que ultrapassam R$ 50 milhões.

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(Foto: Divulgação /PF)

Manaus (AM) – O Amazonas entrou no centro de uma grande investigação da Polícia Federal nesta terça-feira (16), com a deflagração de uma operação nacional contra um esquema milionário de apostas on-line ilegais e opções binárias.

A ação, batizada de Operação Opções Binárias, teve como um dos alvos a cidade de Manaus, além de outros estados do país.

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Amazonas, Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e Mato Grosso.

As ordens judiciais foram executadas nos municípios de Manaus (AM), Barra do Bugres (MT), São Fidélis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Goiânia (GO) e Santana do Parnaíba (SP).

As investigações começaram após a PF identificar indícios de enriquecimento ilícito envolvendo influenciadores digitais de São Fidélis, no interior do Rio de Janeiro.

A apuração revelou um esquema bem estruturado, com a participação de empresários, influenciadores digitais e contatos chineses, atuando de forma organizada em diferentes frentes.

Segundo a Polícia Federal, o grupo operava basicamente de três maneiras.

A primeira envolvia o fornecimento de serviços de manipulação de plataformas de opções binárias, realizados por operadores chineses. Esses serviços eram comprados pelos investigados e revendidos a outras pessoas, com a promessa de ganhos altos e rápidos, que não se concretizavam.

Outra frente do esquema era a contratação de influenciadores digitais para divulgar plataformas de apostas e opções binárias nas redes sociais. De acordo com a investigação, os contratos previam que os investigados lucrariam com as perdas dos apostadores atraídos pelas publicações feitas pelos influenciadores.

O terceiro núcleo do grupo teria sido responsável pela criação de uma plataforma própria de opções binárias, usada para captar clientes. Conforme a PF, quando os usuários conseguiam obter lucro, o grupo adotava práticas fraudulentas, como bloqueio de contas e travamento de saques, impedindo a retirada do dinheiro.

Em cerca de dois anos, um dos investigados recebeu mais de R$ 28,3 milhões sem comprovar a origem do dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado mais de R$ 50 milhões de forma ilegal.

As apurações também apontaram que integrantes do grupo já atuavam anteriormente na gestão de casas de apostas on-line sem regulação, antes mesmo de ingressarem no mercado de opções binárias.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e estelionato digital.

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