Manaus, 30 de maio de 2024
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Manaus, 30 de maio de 2024

Política

Ex-chefe do Estado-Maior do CMA vai depor na CPMI do Golpe

O militar aparece em mensagens periciadas pela PF, no celular do tenente Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro.

Ex-chefe do Estado-Maior do CMA vai depor na CPMI do Golpe

Jean Lawand Júnior (Foto: Exército/Divulgação)

Brasília (DF) – Nesta terça-feira (27), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro vai ouvir o depoimento do ex-subchefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro, coronel Jean Lawand Júnior. Com posições de destaque durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) Laward foi diretor de Ensino e diretor de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social do Ministério da Defesa e chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia, em Manaus (AM).

O militar aparece em mensagens periciadas pela Polícia Federal, no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro. Nas conversas telefônicas reveladas, o coronel Jean Lawand Júnior pediu a Cid que convencesse o ex-mandatário a dar um golpe de Estado e ordenar uma intervenção militar no Brasil para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em 1º de janeiro.

General de divisão do Exército, Rosty era subcomandante de Operações Terrestres à época em que as mensagens foram trocados entre Cid e Lawand, conforme divulgou o Estadão. O coronel repassou a Mauro Cid uma mensagem na qual um “amigo do Quartel-General” dizia ter conversado com Rosty sobre o apoio do Exército em uma eventual intervenção militar.

Os dois depoimentos estão previstos para serem tomados no plenário 2, da ala Nilo Coelho, no Senado Federal e os convocados não podem se recusar a comparecer.

A CPMI de 8 de Janeiro já aprovou a convocação de 40 nomes para prestar depoimentos, na condição de testemunhas. Entre eles, o ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, Braga Netto; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e que ocupava a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal em 8 de janeiro, Anderson Torres; o tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Marco Edson Gonçalves Dias, o G Dias, e o ex-diretor ajunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha. Ambos indicados no governo do presidente Lula.

O então ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, pediu demissão em abril, depois de aparecer, junto com outros funcionários da pasta, em imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto, gravadas em 8 de janeiro, no momento em que vândalos destruíam o palácio presidencial.

Depoimentos recentes

A CPMI de 8 de Janeiro já ouviu o empresário George Washington Sousa – condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pela tentativa de atentado a bomba em um caminhão próximo ao Aeroporto JK, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022; o diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, Leonardo de Castro; e os peritos da Polícia Civil do DF Renato Carrijo e Valdir Pires Filho, que fizeram exames nas proximidades do aeroporto e no referido caminhão. Além do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, acusado de direcionar ações do órgão, na Região Nordeste, para atrapalhar o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na última terça-feira (20), Silvinei Vasques negou ter interferido no andamento das eleições majoritárias.

(*) Com informações da Agência Brasil

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