Manaus, 13 de julho de 2026
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Entretenimento

Ex-participante do ‘Lata Velha’ acusa TV Globo de lhe entregar veículo ilegal

A batalha para ter o carro de volta já dura há 16 anos: 'eu seria preso se fosse pego com o carro em uma blitz'

Foto: Divulgação/TV Globo

São Paulo, SP – O ambientalista João Marcelo Vieira acusou a a TV Globo de trocar o seu carro por um veículo ilegal. Ele é ex-participante do quadro “Lata Velha”, do antigo Caldeirão do Huck, e trava uma baralha contra a emissora há 16 anos.

Ele participou do quadro em 2005 e era dono de um Opala SS 1979, mas afirmou que o carro entregue à ele pelo programa foi um Chevrolet Caravan. O pedido foi julgado em 2016 e fpo considerado improcedente pela juíza interina que assumiu o caso. O ambientalista pediu um ressarcimento no valor de R$ 1 milhão.

“O Opala foi um presente que meu primo comprou com o primeiro salário para o meu tio. Esse era o sonho da vida dele. Depois que meu tio faleceu, meu primo me deu o carro com a condição de que eu nunca me desfizesse dele. Ele era conhecido porque ficava estacionado em frente ao meu quiosque, no Rio de Janeiro. Sofreu com a ação do tempo, tinha partes enferrujadas, mas estava inteiro, alinhado, com rodas originais e carburador novo”, explicou.

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Ele contou que viu no programa uma chance de reformar o carro, mas o que era para ser um sonho, acabou virando um pesadelo. Dias após a gravação, João Marcelo afirmou que o veículo ainda demorou alguns meses para chegar até a garagem da sua casa. Ele comentou que, dias após a gravação do programa, achou estranho pois a produção da TV Globo ligou afirmando que um telespectador se interessou pelo carro e gostaria de comprar por R$ 120 mil.

“Quando gravei o programa, a placa estava coberta por um adesivo do Lata Velha. Não me entregaram o carro em seguida porque, segundo eles, faltava a documentação. O fato estranho é que, na terça-feira após o quadro ir ao ar, ligaram dizendo que um telespectador havia feito uma proposta de R$ 120 mil pelo carro reformado. Claro que não aceitei”, declarou.

Foto: Reprodução

O ambientalista ainda contou que o veículo chegou às suas mãos dois meses depois de ter gravado o programa, e logo de primeira, notou que o carro não era o mesmo. “O que mais me assustou é que a documentação estava no meu nome sem eu ter assinado nada. Depois, descobri que o carro entregue foi comprado em um leilão por R$ 4.200. Usaram uma assinatura falsa no contrato”, disse.

João é amigo de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, e através deles conseguiu marcar uma reunião com a Globo. “Ao chegar lá, encontrei 14 pessoas, dentre elas um diretor, o qual perguntou o que eu queria para resolver a situação. Ofereceram várias coisas, mas fui claro: queria meu carro de volta”, pontuou.

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“Como foi comprovado por duas perícias, uma particular e outra realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), o carro entregue era adulterado. Colocaram o chassi do Opala na Caravan, uma fraude. Eu seria preso se fosse pego com ele em uma blitz”, explicou.

Um segundo documento, assinado pelos peritos Bruno Ciniello Araujo e Sérgio William Silva Miano, afirma que, “tendo em vista os vestígios de solda encontrados na chapa suporte de gravação da codificação VIN, bem como da codificação restrita (segredo), aliados ao fato de tratar-se de um veículo de marca GM modelo Caravan, ostentando codificação de modelo Opala, concluem os peritos ter ocorrido no veículo objeto dos exames adulteração do tipo substituição da chapa suporte ou transplante”.

Foto: Reprodução

Em 2016, a juíza em exercício Priscila Fernandes Miranda Botelho da Ponte julgou como improcedente os recursos apresentados pelo ambientalista. João Marcelo ainda foi condenado a pagar as despesas processuais e dos honorários advocatícios na ordem de 10% do valor da causa (R$ 100 mil).

Na determinação, a juíza afirmou que “o autor entregou um carro em estado precário, sem valor comercial e sem condições de tráfego, e recebeu veículo totalmente reformado e estilizado, com valor comercial de R$ 120 mil (conforme proposta de compra). Em troca, cantou uma música no programa. Destaco, mais uma vez, que o autor concordou com os termos do programa, tanto que se sujeitou, inclusive, a aceitar as transformações que seriam feitas pelas rés, sem deter qualquer ingerência sobre a reforma. Sujeitou-se, ainda, ao risco de perder o bem que afirma ter tanta esmera”.

Atualmente, o ambientalista está com novos advogados e afirmou que entrará novamente na Justiça contra a TV Globo. Se ganhar, diz que usará parte da indenização em ações de sustentabilidade e recuperação do meio ambiente.

(*) Com informações do Uol

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