(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Manaus (AM) – Em meio às críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às medidas cautelares impostas contra ele, o defensor público e ex-vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, usou suas redes sociais para se posicionar. Sem mencionar nomes diretamente, ele condenou o que chamou de “bombardeio às garantias constitucionais”.
Na publicação, Carlos Almeida não identifica um grupo político específico. No entanto, adota o termo “ditadura do Judiciário”, frequentemente utilizado por apoiadores da direita bolsonarista. Esse grupo tem atacado decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de perseguição política.
Como exemplo, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, usou a mesma expressão em um vídeo publicado nas redes sociais. No material, uma manifestante exibe uma faixa contra Moraes em frente ao Congresso Nacional, reforçando o discurso contra o Judiciário.
Carlos Almeida evita nomear pessoas ou se referir diretamente às medidas impostas a Bolsonaro. Em uma postagem conjunta com perfis de esquerda, o defensor público recorre a uma analogia para criticar os interlocutores da direita.
“Falar com esses caras é tipo jogar xadrez com um pombo: você está lá, seguindo as regras, e o cara está lá derrubando as peças, cagando no tabuleiro todo e sai se achando o vencedor”, escreveu.
Na sequência, Carlos Almeida intensificou o tom. Ele repudiou os ataques ao STF e desqualificou a narrativa da “ditadura do Judiciário”. Para ele, esse discurso revela desinformação ou má-fé.
“Pelo amor de Deus, essa história de ‘ditadura do Judiciário’ é coisa de preguiçoso ou de burro mesmo, porque nunca na história desse Brasil se fez um bombardeio ao Judiciário como está acontecendo agora. Olha só a ideia de jirico, de gênio com J: é bombardear as garantias constitucionais, inclusive milenares, que o Judiciário tem para garantir a liberdade de pessoas que respondem a processo judicial”, afirmou.
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