A principal queixa dos universitários é a ausência de docentes para ministrar disciplinas essenciais, especialmente as práticas e estágios obrigatórios. Sem essas etapas, consideradas fundamentais para a formação em Enfermagem, diversas turmas ficam impedidas de avançar no cronograma acadêmico.
É o caso do estudante Cássio Cavalcante, que deveria concluir o curso ainda este ano. Ele relata que a falta de professores inviabilizou a oferta do estágio obrigatório, etapa indispensável para a graduação. Como consequência, a formatura precisará ser adiada.
Outro estudante, Alan Maciel, destacou que o problema afeta não apenas o ensino, mas também os outros pilares da universidade: pesquisa e extensão. De acordo com ele, a paralisação das atividades práticas compromete a qualidade da formação e gera frustração, especialmente entre os alunos que estão no último ano.
A situação já havia motivado manifestações anteriores. Em 2025, estudantes também protestaram cobrando a contratação de novos professores. Apesar da mudança na gestão da universidade em 2026, os alunos afirmam que ainda não houve solução efetiva para o problema.
Durante uma reunião virtual realizada recentemente entre estudantes e representantes da instituição, a universidade informou que enfrenta dificuldades para suprir a demanda de docentes. Segundo o professor Iago Orleans, afastamentos por motivos de saúde e questões pessoais contribuíram para a redução do quadro disponível, deixando cargas horárias descobertas.
Em nota, a direção da Universidade Federal do Amazonas informou que uma reunião está marcada para a próxima segunda-feira (13) com o Instituto de Biotecnologia e Saúde (ISB), também localizado em Coari. O encontro deve discutir alternativas emergenciais e de médio prazo, como a contratação de professores substitutos, na tentativa de minimizar os prejuízos aos estudantes.
Enquanto aguardam uma solução, os alunos seguem mobilizados e cobram medidas urgentes para garantir a continuidade do curso e evitar novos atrasos na formação profissional.