Vivian Amorim, Caila Carim, Isabelly Aurora, Magrinha Elen e Leilane Oliveira disputaram as eleições de 2026, mas ficaram fora da lista de eleitos no Amazonas (Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – A popularidade nas redes sociais não foi suficiente para transformar seguidores em votos para as influenciadoras que disputaram as eleições de 2026 no Amazonas. Vivian Amorim, Caila Carim, Isabelly Aurora, Magrinha Elen e Leilane Oliveira ficaram fora da lista de eleitos, apesar da visibilidade acumulada no ambiente digital.
Entre as cinco, Vivian Amorim (União Brasil) teve o melhor desempenho. Ex-BBB e ex-apresentadora, ela recebeu 10.807 votos na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mas ficou longe das 24 vagas disponíveis. O resultado mostra que a exposição conquistada fora da política não se traduziu, neste primeiro teste eleitoral, em uma votação capaz de garantir mandato.
Vivian lidera, mas fica longe da Aleam
Vivian entrou na disputa estadual como um dos nomes mais conhecidos entre as candidatas vindas do meio digital. Mesmo com a notoriedade construída ao longo dos anos, terminou a eleição sem cadeira na Assembleia. A votação de 10.807 votos foi a maior entre as influenciadoras que concorreram a deputada estadual, mas não foi suficiente para colocá-la entre as eleitas.

O desempenho também evidencia o tamanho do desafio enfrentado por celebridades e influenciadores quando deixam o ambiente das redes e passam a disputar uma eleição proporcional, na qual, além da votação individual, pesam o desempenho das legendas e o cálculo das vagas.
Outras candidatas tiveram votação ainda menor
Na disputa pela Aleam, Isabelly Aurora (Avante) recebeu 3.758 votos. Já Magrinha Elen (Agir) terminou com 1.687, enquanto Leilane Oliveira (PSD) obteve apenas 413 votos. Nenhuma delas conseguiu alcançar uma das 24 cadeiras da Assembleia.



Os números deixam claro o abismo entre alcance digital e conversão eleitoral. Ter audiência, engajamento e reconhecimento nas redes pode ampliar a exposição de uma candidatura, mas não garante uma base eleitoral suficiente para conquistar uma cadeira no Legislativo.
Caila tentou Brasília
Caila Carim foi a única do grupo a mirar uma vaga na Câmara dos Deputados. Candidata a deputada federal, recebeu 1.726 votos e ficou fora das oito cadeiras destinadas ao Amazonas.

Apesar do resultado, Caila ainda mantém uma possibilidade de chegar ao Legislativo municipal. Ela é suplente do vereador Kennedy Marques (MDB) na Câmara Municipal de Manaus. Assim, uma eventual licença, afastamento ou saída do titular poderá abrir espaço para que ela assuma temporariamente o mandato, conforme as regras de suplência.
Popularidade não garante voto
O resultado das cinco candidatas expõe uma dificuldade recorrente de quem migra diretamente das redes sociais para a política: transformar audiência em voto efetivo. No ambiente digital, seguidores podem representar milhões de visualizações e interações. Nas urnas, entretanto, cada voto precisa ser conquistado individualmente.
Vivian foi quem mais se aproximou desse objetivo entre as cinco, mas os 10.807 votos ainda ficaram muito abaixo do necessário para assegurar uma cadeira na Aleam. Para as demais, a distância foi ainda maior. O recado das urnas em 2026 é direto: ser conhecida na internet ajuda a começar uma campanha, mas não necessariamente termina uma eleição com mandato.
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