Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Fora da bolha de Manaus, Maria do Carmo corre atrás do prejuízo no interior

Após alerta de analista, pré-candidata do PL tenta remendar campanha apagada e usa estrutura privada para ganhar visibilidade.

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais Maria do Carmo (@mariadocarmoseffair)

Manaus (AM) – Depois de ser criticada por concentrar sua pré-campanha apenas na capital amazonense, a empresária e reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair (PL), começou a sair da bolha de Manaus e intensificou viagens ao interior do estado. A movimentação ocorre após análises políticas apontarem a estagnação de sua pré-candidatura e o risco de uma derrota retumbante caso continue restrita ao eleitorado manauara.

Nos últimos dias, Maria do Carmo esteve em municípios como Anori, Manacapuru, Presidente Figueiredo e, mais recentemente, em Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana. A agenda marca uma tentativa de ampliar sua presença no estado, mesmo que de forma tardia, após semanas de silêncio e discreta atuação no cenário político.

Para o advogado e analista político Helso Ribeiro, a estratégia de permanecer concentrada em Manaus era insustentável. “Sem o interior, não há eleição ganha no Amazonas. Ela precisa se fazer presente nas cidades, usar sua imagem de gestora e — como está fazendo — a estrutura de suas empresas para tentar gerar visibilidade”, avaliou.

Segundo apuração do Portal AM1, a movimentação pelo interior busca justamente isso: visibilidade. Até então, Maria do Carmo era considerada uma pré-candidata de bastidores, com pouca articulação política real fora da zona urbana da capital.

Sua primeira aparição pública no interior ocorreu apenas no dia 14 de junho, em Anori, durante a posse do diretório municipal do PL e do Movimento PL-Mulher. Desde então, os compromissos têm se intensificado, numa tentativa clara de remendar o início morno da pré-campanha.

Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Magno Malta, Maria do Carmo tem apostado na imagem de empresária bem-sucedida para alavancar sua pré-candidatura. A aproximação com o interior — mesmo tardia — tenta minimizar os efeitos de uma candidatura percebida como elitista e desconectada da realidade de boa parte da população amazonense.

Nos bastidores do PL, há quem veja a recente ofensiva no interior como uma resposta direta à pressão da direção nacional da sigla, que deseja viabilidade eleitoral e presença popular, especialmente fora das grandes cidades.

Apesar das tentativas de ganhar fôlego, o desafio de Maria do Carmo ainda é grande: transformar estrutura empresarial e presença de palco em capital político real, em um estado historicamente marcado por disputas regionais intensas — e onde o interior muitas vezes decide o jogo.

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