Foto: REMY GABALDA/AFP./ARQUIVO
O governo francês vai investigar, a partir desta quinta-feira (3), ao menos 76 mesquitas suspeitas de ter ligações com grupos de extremistas islâmicos, informou o ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, que disse poder ordenar o fechamento de algumas caso se comprovem irregularidades.
A medida é uma resposta aos recentes casos de terrorismo no país, como a decapitação do professor Samuel Paty, morto após mostrar caricatura de Maomé em uma aula de liberdade de expressão, e o atentado à catedral de Nice, que deixou três mortos – entre eles, uma brasileira.
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Em entrevista à rádio RTL, o ministro Darmanin ponderou que não há uma “radicalização generalizada” na França, e que as 76 mesquitas investigadas não representam a maioria dos templos religiosos islâmicos no país.
“Existem 2,6 mil locais de culto muçulmanos na França”, disse Darmanin. “Quando vemos 76 de 2,6 mil, estamos longe do que chamamos de uma radicalização generalizada, mas há lugares às vezes muito concentrados, na verdade, locais de culto que são abertamente antirrepublicanos.”
Segundo o gabinete do ministro, os investigadores vão se debruçar sobre os orçamentos dos centros religiosos em busca de financiamentos irregulares. Além disso, levantarão os antecedentes dos imãs (líderes religiosos) e assistirão às aulas das escolas corânicas – voltadas às crianças da comunidade.





