Foto: (Waldemir Barreto/Agência Senado)
Brasília (DF) – Após a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) , Gilmar Mendes, recuou da sua liminar tirando do Senado o poder de peticionar impeachment de ministros da Corte, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) discursou da tribuna para dizer que estava confirmada sua tese de que o decano transferiu o poder para a PGR, para pressionar a votação da proposta de nova lei do impeachment elaborada pelo ministro Lewandovisk, que é tão ruim e blinda igualmente os magistrados. A proposta , que estava engavetada no Senado, exige que o cidadão para pedir impeachment precisa de no mínimo 1 milhão de assinaturas, e flexibiliza os crimes de responsabilidade dos ministros, introduzindo, por exemplo, a existência de dolo e penas alternativas a cassação.
Tão logo a Comissão de Constituição e Justiça do Senado retomou a discussão da lei Lewandovisk, Gilmar anunciou hoje que estava desistindo da mudança para a PGR. Plínio disse que foi retirado o bode na sala denunciado por ele desde o primeiro dia.
Aquela atitude destemperada do Ministro Gilmar Mendes não foi idiotice, porque ele não é idiota, nem foi inocência, porque ele não é inocente.Eu disse aqui que aquela medida dele foi para colocar um bode na sala para, depois, retirar o bode em troca de uma outra coisa, que seria o Senado votar o novo projeto e assinar o novo projeto da Lei de Impeachment, que é tão ruim quanto a medida destemperada. E o que acontece hoje? Ele retirou, atendendo ao pedido do Senado. Ele retirou aquela medida dele, deixou fora, não foi votado no Colegiado. Ou seja, é exatamente isso. Ele está esperando que nós, aqui no Senado, iremos votar esse novo projeto da Lei de Impeachment, criticou Plínio.
Plínio disse que é seu dever, como representante do Amazonas, dizer que Gilmar continua errado.
Não retirou porque é bonzinho. No Supremo não tem bonzinho como aqui no Senado não tem tolo, chance zero de ter um tolo aqui, chance zero de ter bonzinho lá. Portanto, a gente tem que dizer o que pensa fazer, o que deve ser feito sem medo, disse Plínio.
Ele elogiou a disposição do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de conversar, apaziguar, em resolver para deixar calmo. Mas como não é Presidente, compete a ele, como senador , topar a briga, seja ela qual for, para não deixar isolar, aniquilar e amordaçar a população brasileira.
E o que o Gilmar queria era isso, e o que essa nova Lei do Impeachment que está aqui no Senado quer é isso: eliminar o cidadão dos seus direitos. Portanto, que se obedeça ou que se tire lá da Constituição que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Eu vim para cá para isso. A Constituição que eu jurei é a que está em vigor, não é a que está na cabeça do Gilmar, não é a que está na cabeça do Moraes nem do Barroso, que já se foi. A Constituição que eu respeito e que defendo é a que está em vigor.Eu faço isso porque sou corajoso? Claro que não! Porque eu sou bom? Longe disso! Eu faço isso porque é a missão do representante popular, afirmou o senador
(*) Com Informações da Assessoria
LEIA MAIS:





