(Fotos: Reprodução/ Redes socias)
Manaus (AM) – A reunião de governadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, marcada para o próximo dia 19 de agosto na capital federal, pode ter um clima de tensão após declarações do vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, (União Brasil), estará presente ao encontro, que contará com a participação de outros dez governadores bolsonaristas.
Em Brasília, Wilson Lima deve cumprir dois compromissos políticos simultâneos: um de caráter partidário e outro voltado à articulação entre gestores de oposição ao governo de Lula.
Embora a pauta oficial da reunião seja administrativa, o encontro ganha contornos políticos mais amplos diante das críticas de Carlos Bolsonaro, publicadas recentemente na rede social X.
No desabafo, o filho do ex-presidente acusou os governadores de direita de negligenciarem a situação de aliados presos ou perseguidos, enquanto estariam preocupados apenas com interesses pessoais e pressões do mercado.
No início das declarações, Carlos Bolsonaro afirmou ter sido paciente com aqueles a quem se referiu como ‘governadores democráticos’.
Segundo sua análise, não é possível levar os mesmo a sério. Em seguida, ele classificou a atitudes dos governadores de “desumano, sujo, oportunista e canalha”.
“Fingem que vão resolver algo, falam em indulto para os perseguidos da falsa ‘trama golpista’, mas depois se escondem atrás da ‘prudência e sofisticação técnica’, lavam as mãos e seguem seus governos como se nada tivesse acontecido”, afirmou Carlos Bolsonaro.
Ele completou criticando o que chamou de falta de caráter e de compromisso real com a população, classificando o comportamento daqueles que se limitam a gritar “fora PT” como o de “ratos”
“A verdade é dura: todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater. Limitam-se a gritar “fora PT”, mas não entregam liderança, não representam o coração do povo”.
Analistas políticos apontam que a declaração pode gerar constrangimento e debates acalorados durante a reunião, especialmente porque os governadores envolvidos mantêm estratégias distintas em relação à oposição ao governo federal.
O encontro de 19 de agosto será acompanhado de perto por partidos de oposição e pelo mercado político, que observam o movimento de governadores bolsonaristas em busca de fortalecimento político dentro do espectro de direita no país.
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