(Foto: Reprodução)
Usuários da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), administrada pelo governo do Amazonas, reclamaram nesta sexta-feira, 24, da falta do medicamento Pramipexol, indicado para o tratamento dos sinais e sintomas do Mal de Parkinson, uma doença progressiva do sistema neurológico que compromete toda a coordenação motora do paciente.
Portador da doença, o jornalista Sérgio Libório, 53, informou que está há dois meses tentando conseguir a medicação na Central. “Fui lá e disseram que não há previsão para chegar. Estou há semanas sem poder sair de casa por conta da falta do medicamento. Pagamos nossos impostos e não vemos isso se reverter em melhoria do atendimento na Saúde. O que sofremos é uma verdadeira humilhação”, lamentou.


Receita do jornalista Sérgio Libório que foi negada na Cema (Reprodução)
Ao assumir o cargo em outubro do ano passado, o governador Amazonino Mendes (PDT) reduziu em 39% o repasse para a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) em 2017, se comparado a 2016, segundo dados do Portal Transparência.
Os valores pagos nos três últimos meses de 2017 (outubro, novembro e dezembro) foram de R$ 44,7 milhões para R$ 73,8 milhões nos mesmos meses de 2016, geranado uma diferença de R$ 30 milhões.
A Cema é a unidade que abastece as unidades públicas com medicações, além de fornecer à população diversas drogas, inclusive de alto custo.
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Há 6 anos, Sérgio convive com a doença e o Pramipexol é um dos medicamentos que ajuda no tratamento. Segundo ele, a caixa do remédio na farmácia custa em torno de R$ 212. “Mesmo com desconto a caixa ainda sai por R$ 160”, disse, que vive junto com a família dos recursos de uma aposentadoria. “Infelizmente, não absorve esse alto custo com medicamentos. Contudo, penso o governo deveria conceder o mínimo para o cidadão com a disponibilidade de remédios.
O jornalista afirmou, também, que além dele, dezenas de pessoas no Estado têm procurado o medicamento, mas sem previsão de recebimento. “Sempre que vou na Cema vejo pessoas de comunidades do interior em busca do mesmo medicamento (Pramipexol), mas sem nenhuma perspectiva de retorno. Todos nós passamos uma grande humilhação, mas não se vê preocupação em tentar contornar o problema”, declarou.
A reportagem do Amazonas1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), responsável por gerenciar a Cema, no final da tarde desta sexta-feira, 24. A assessoria de imprensa se comprometeu em avaliar o caso.
A doença
Parkinson é uma doença progressiva do sistema neurológico. Este é um dos principais e mais comuns distúrbios nervosos da terceira idade e é caracterizado, principalmente, por prejudicar a coordenação motora e provocar tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar. Não há formas de se prevenir o Parkinson.
As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lenta e progressivamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo.





