(Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Manaus (AM) – A secretária nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT), Anne Moura, publicou em seus stories no Instagram uma nota pública para rebater reportagens que a apontam como suspeita de irregularidades financeiras no uso de recursos públicos destinados a projetos de capacitação em Manaus. Segundo a dirigente, as acusações “são uma perseguição pessoal” e ela “não teve nenhuma gerência sobre a execução” dos convênios investigados.
De acordo com matérias divulgadas em veículos de abrangência nacional, o governo federal decidiu rescindir convênios firmados com o Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia (IAJA), organização fundada por Anne Moura. Do total de R$ 1,2 milhão previstos no contrato, cerca de R$ 600 mil chegaram a ser repassados ao instituto. Uma auditoria apontou que 97% desse valor foi utilizado de forma antecipada, sem comprovação adequada das atividades propostas.
Em sua manifestação, Anne Moura reafirmou que não teve participação na gestão dos recursos.
“Como já expliquei em notas anteriores, e agora está comprovado pelos próprios documentos do Ministério, não era da direção da instituição. Portanto, não tive qualquer gerência sobre a execução. Esta acusação não passa de uma perseguição pessoal, uma tentativa de manchar minha trajetória construída com seriedade e compromisso”, diz um trecho da nota publicada nas redes sociais.
Confira a nota pública

Áudio vazado
De acordo com uma matéria do Portal AM1, o caso ganhou repercussão ainda maior após a divulgação de um áudio atribuído a Anne Moura. Em abril deste ano, o ex-presidente da ONG, Marcos Rodrigues, teria gravado uma conversa em que cobra a secretária sobre o suposto direcionamento de recursos de um projeto de capacitação profissional para jovens.
No diálogo, recursos públicos que deveriam ser usados em cursos de qualificação teriam sido redirecionados para a campanha eleitoral de 2024, quando Anne concorreu a uma vaga de vereadora em Manaus.
Segundo reportagem do Estadão, que obteve o áudio com exclusividade, uma voz identificada como a de Anne Moura afirma:
“Eu preciso de dinheiro. Estamos prestes a ganhar essa eleição, só que a gente precisa saber como a gente vai fazer isso”.
Marcos Rodrigues disse ao jornal que operou, a mando de Anne, um esquema para desviar verbas da ONG em benefício da campanha da petista. O convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) previa a oferta de cursos de qualificação para 750 estudantes, em uma parceria firmada em setembro do ano passado.






