(Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Manaus (AM) – O Governo Federal deve passar por mudanças em cerca de 20 ministérios, conforme apuração do Metrópoles. Em pleno ano eleitoral, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma ampla reformulação nos ministérios do Governo.
A expectativa é que mais de 20 ministros deixem seus cargos nos próximos meses para concorrer a vagas nos governos estaduais, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
O ano de 2026 marcará a renovação de cargos que vão desde as assembleias legislativas estaduais até a Presidência da República.
Essas saídas ministeriais devem se consolidar até abril deste ano, isso porque, pela legislação eleitoral, agentes públicos que pretendem disputar cargos diferentes daqueles que ocupam atualmente precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito. Para as eleições de 2026, o prazo final termina em 4 de abril.
Em razão da renovação de dois terços das cadeiras do Senado nas próximas eleições, além da reeleição do presidente Lula, o Congresso Nacional se torna prioridade para ampliar a governabilidade e fortalecer o apoio nas casas legislativas, em um cenário que permanece desfavorável para a esquerda.
No Senado, a expectativa é ampliar a base de apoio, uma das principais preocupações de Lula para 2026, já que a Casa passará por uma renovação expressiva, com 54 das 81 cadeiras em disputa. Nesse contexto, a candidatura de ministros é vista no Planalto como uma estratégia para fortalecer o apoio ao presidente em um eventual quarto mandato.
Entre os nomes cotados, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), deve disputar uma vaga no Senado pela Bahia. O titular de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), também avalia deixar o governo para concorrer à Casa Alta, assim como Waldez Goés (PDT-AP), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Outro nome citado é o da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), cotada para disputar o Senado por São Paulo. Para isso, ela precisaria transferir o domicílio eleitoral. A candidatura ainda não está definida, já que Tebet também é sondada para concorrer ao governo paulista.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, também é mencionada como possível candidata ao Senado por São Paulo. Ainda há indefinição sobre a legenda, diante da possibilidade de saída da Rede. Ela tem sido sondada por PT, PSol e PSB.
Já os ministros Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura e Pecuária, e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, devem tentar a reeleição ao Senado por seus respectivos estados.
A situação não é muito diferente nas projeções do grupo político do Governo Federal em relação à Câmara dos Deputados. Conforme apuração do Metrópoles, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), deve disputar a reeleição.
Também devem buscar novo mandato na Casa o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD-PE), e o titular do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP). Wolney Queiroz (PDT-PE), da Previdência Social, tenta retornar à Câmara após seis mandatos consecutivos.
Outros ministros que devem concorrer a vagas na Câmara são Jader Filho (MDB-PA), das Cidades; Anielle Franco (PT-RJ), da Igualdade Racial; Macaé Evaristo (PT-MG), dos Direitos Humanos e da Cidadania; e Sônia Guajajara (PSol-SP), dos Povos Indígenas.
No PT, há expectativa de que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, se filie ao partido para disputar uma vaga pela Bahia. A decisão ainda não foi tomada, mas a eventual filiação conta com o apoio direto do presidente Lula.
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