Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Invasores do Monte Horebe recusam ajuda do governo antes da reintegração

Segundo o governo, caminhões para mudança foram colocados à disposição dos moradores, entretanto, eles não manifestaram interesse em utilizar os veículos

Governo reúne com moradores e orienta sobre reintegração do Monte Horebe

(Divulgação)

Na manhã deste sábado, 29, representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), do Gabinete de Gestão Integrada, da Polícia Militar, Polícia Civil e Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) se reuniram com moradores da ocupação do Monte Horebe, na zona Norte de Manaus, para conversar sobre a ação de reintegração que ocorrerá no local, resultado de um acordo judicial firmado pelo Governo do Amazonas com a DPE para recuperação da área e assistência às famílias.

Nessa sexta-feira, 28, após meses de planejamento, o Governo do Amazonas anunciou que a partir da próxima segunda-feira, 2, equipes farão triagem das famílias que moram na área, para a devida assistência

De acordo com o Governo, todos os critérios mínimos para a garantia da dignidade humana na remoção serão assegurados, como grande diferencial da reintegração. No entanto, o anúncio gerou revolta entre os moradores.

Neste sábado, cinco pastores, autoproclamados líderes da ocupação, e cerca de 150 pessoas participaram da conversa cujo objetivo era organizar a mudança das famílias.

O governo estadual colocou à disposição caminhões para os interessados retirarem os pertences. Entretanto, as pessoas presentes à reunião não manifestaram interesse em utilizar os veículos para remoção dos móveis e, por isso, os caminhões não foram deslocados para a área.

O processo de reintegração do Monte Horebe continuará, com a ocupação do local pelas forças de segurança e o aparato social do governo a partir da próxima segunda-feira, data acordada na reunião do GGI, que ocorreu nesta sexta-feira no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Segurança Pública. Além de secretarias de Estado diretamente envolvidas na ação, como de Assistência Social (Seas), de Justiça (Sejusc), de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), também participaram representantes da DPE, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público (MPE).

Dar toda a assistência social às famílias que de fato precisam de moradia, com a realização de um cuidadoso cadastro social é no que está focado o Governo, para que esse seja o diferencial do processo de reintegração do Monte Horebe. Como disse a secretária de Justiça, Caroline Braz, na reunião do GGI, “não vamos fazer como historicamente foi feito pelos Governo passados: tratar as pessoas que precisam de um lugar para morar como se elas fossem problema, quando de fato não são. As que precisam de assistência, essas terão a devida a atenção do Estado”.

O Monte Horebe surgiu da reintegração da ocupação irregular Cidade das Luzes, em 2015, que expulsou as famílias do local sem qualquer assistência social. Como destacou o vice-governador e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, que coordenou a reunião do GGI, o Estado atenderá as famílias em extrema vulnerabilidade social, que hoje vivem sem condições sanitárias mínimas, e que são reféns do avanço do tráfico que se instalou no Monte Horebe.

 

(*) Com informações da assessoria