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Greve, confusão e caos: transporte público em Manaus piora na gestão de David Almeida

A prefeitura se mostra ineficiente na resolução dos velhos problemas enfrentados pelo setor de transporte público em Manaus
Bernardo Moreira – Portal AM1*
• Publicado em 08 de julho de 2021 – 12:26
prefeitura ônibus
Foto divulgação/Márcio Silva

MANAUS – A crise no transporte público na capital amazonense explodiu, na manhã desta quinta-feira (8), quando trabalhadores da Açaí foram impedidos de entrar na garagem para iniciarem os trabalhos do dia. Seis meses após assumir a Prefeitura de Manaus, David Almeida mantém o mesmo método que levou o sistema ao fundo do poço. Usuários e rodoviários ficam em segundo plano; serviço simplesmente não funciona.

Com a proposta de renovar a frota usada em Manaus em 80% e promessas de campanha que envolviam melhorias no transporte público com novos ônibus, reajustes tarifários, segurança e o remanejo no número de ônibus atuantes, David Almeida segue sem o controle do sistema – que é uma concessão pública.

David ônibus manaus

Ônibus estão situação precária e colocam a vida dos rodoviários e dos passageiros em risco. O Portal Amazonas1 conseguiu, com exclusividade, o relato de um dos servidores que denunciou as graves e precárias situações vividas pelos trabalhadores do transporte público oriundas principalmente pelo descaso da Prefeitura de Manaus com a categoria e com a população.

“Não é só os 3,80 que está em jogo, todos os meses, as empresas recebem subsídios: 22 milhões de reais para 10 empresas. Ônibus quebra na rua, não sobe ladeira, parece que estamos em 1970 e já estamos no futuro. Conheço o sistema há mais de 30 anos, os ônibus não têm condições, eles maqueiam [sic] (maquiam) os ônibus por fora, mas por baixo, não tem condições. Quem entra no ônibus está arriscando a própria vida. O servidor que se recusa a trabalhar nessas condições é assediado, na iminência de ser demitido, então, todos ficam calados. Temos que trabalhar porque precisamos”, afirmou o servidor que pediu para ter sua identidade preservada.

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Ainda na fala, o trabalhador, prejudicado pela situação desta manhã, afirmou que não há solução pelo descaso dos órgãos competentes.

“Pedimos ajuda à imprensa, já que a gente não pode falar, mas que a imprensa possa fazer algo por nós e acompanhar tudo o que tá [sic] acontecendo. Nós não conseguimos chegar até a prefeitura porque o IMMU não faz a checagem e a manutenção prevista e não tem uma fiscalização disso. Quando eles vêm, a gente não sabe o que acontece, eles liberam para rodar, mesmo sem condições”.

ônibus crise manaus

O servidor terminou dizendo que a situação do transporte público é um desrespeito. “Hoje em dia, tem recurso, tecnologia e isso é um desrespeito com a população e com a categoria dos motoristas”, disse.

O coordenador do IMMU, Naldo Castro, esteve no local e disse que a prefeitura foi pega de surpresa e anunciou que o maior objetivo seria garantir a população o direito de ir e vir. Mas não é o que acontece todo os dias nas ruas.

naldo castro, immu manaus ônibus

“Estamos há 6 meses nessa nova gestão e o maior objetivo do prefeito e do Instituto de Mobilidade Urbana é que tenhamos ônibus com qualidade melhor, uma prestação de serviço melhor para que a população se sinta satisfeita”.

O Sindicato dos rodoviários esteve no local e o presidente, Givancir Oliveira, anunciou que uma possível paralisação total do sistema será uma realidade caso o problema com a Açaí não seja resolvido e ainda anunciou que a situação não passa de um “golpe orquestrado”. 

“Ela [empresa] informou para alguns funcionários que o ciclo dela se encerrou em Manaus e que não tem interesse em renovar o contrato, isso é uma imoralidade. A prefeitura deveria usar a força para quebrar os portões, quebrar as correntes e botar a população para rodar. Ninguém vai pegar ‘pino’, não! Amanhã, se não tiver uma resposta para a categoria, a gente poderá paralisar todo o sistema. Como presidente do sindicato, não posso deixar que os trabalhadores fiquem sem emprego e sem indenizações”, afirmou o presidente do sindicato.

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