Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Henrique Fontana defende equilíbrio no debate sobre BR-319 e subsídio aéreo para o AM

Secretário-geral do PT afirma que discussão sobre a estrada deve ser técnica e que passagens aéreas no Amazonas precisam de política de compensação.

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(Foto: Divulgação / Amigos da BR 319)

Manaus (AM) – O secretário-geral do PT, Henrique Fontana, defendeu uma abordagem equilibrada sobre a pavimentação da BR-319 e afirmou que o debate vai muito além de uma declaração isolada da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que disse ser contra a pavimentação da via só para “passear de carro”. O posicionamento de Fontana ocorreu durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, nesta quarta-feira (11).

Questionado sobre o isolamento geográfico do Amazonas e as dificuldades de deslocamento terrestre, Fontana reconheceu a importância do tema, embora tenha ressaltado que não possui estudo técnico aprofundado sobre o assunto. “O problema seguramente é bem maior do que essa declaração”, afirmou, referindo-se à fala de Marina Silva que gerou polêmica sobre a viabilidade da estrada.

Fontana propôs como medida inicial a criação de subsídios para tarifas aéreas voltadas à região amazônica, diante da falta de alternativas viárias. “O país deveria ter, por exemplo, para começar, uma política de subsídio às tarifas aéreas para uma área como o Amazonas”, sugeriu.

Sobre a BR-319, Henrique Fontana defendeu uma análise técnica e ambiental aprofundada. “A boa resposta nunca está no oito e nem no oitocentos”, disse, ao comentar a necessidade de equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.

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Ex-deputado federal Henrique Fontana em entrevista ao Programa Cenário Político, do Portal AM1 (Foto: Divulgação/Assessoria)

O secretário-geral do PT citou o exemplo da transposição do rio São Francisco como um caso em que o governo Lula promoveu estudos técnicos, enfrentou resistências e construiu uma solução viável. “Essas coisas não se resolvem no grito, como eu digo.”

Fontana também criticou setores da extrema-direita que, segundo ele, tratam o tema com simplificações para explorar politicamente o debate. “Ela não se preocupa com a decisão efetiva que vai se sustentar no longo prazo”, afirmou.

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