Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Homem é preso preventivamente por zoofilia contra cadela em Manaus

Mauro havia sido conduzido à delegacia na sexta-feira (2), mas foi liberado por não haver flagrante no momento da abordagem, mas neste sábado (3) foi preso preventivamente.

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(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Manaus (AM) – Um homem identificado como Mauro Costa, de 22 anos, foi preso preventivamente na tarde deste sábado (3), em Manaus, suspeito de praticar zoofilia contra uma cadela na zona Norte da capital. A prisão foi cumprida pela Polícia Civil do Amazonas após decisão judicial motivada pela repercussão de um vídeo em que o investigado confessa o crime.

Mauro havia sido conduzido à delegacia na sexta-feira (2), mas foi liberado por não haver flagrante no momento da abordagem. Com o avanço das investigações e a reunião de novos elementos, a Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito.

O caso começou a ser apurado a partir de uma denúncia recebida pela Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), que indicava a ocorrência de abuso contra um animal dentro de uma residência. A equipe técnica da secretaria reuniu informações e solicitou apoio policial.

Durante a investigação, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o suspeito admitindo a prática do crime. Em depoimento, Mauro confirmou os fatos e afirmou que estava sob efeito de drogas no dia da ocorrência. Segundo a Sepet, a cadela era um animal de rua e não resistiu, vindo a óbito.

A prisão contou com o apoio da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CipCaes). O suspeito foi encaminhado ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde permanece à disposição da Justiça.

A secretária de Estado de Proteção Animal, Joana Darc, destacou a gravidade do caso. “É um crime de maus-tratos extremos. Vamos acompanhar para garantir a responsabilização, pois essa pessoa representa risco aos animais”, afirmou.

No Amazonas, a prática de zoofilia é proibida pela Lei nº 7.644, de 11 de julho de 2025, que prevê multa de R$ 5 mil, com possibilidade de duplicação em caso de reincidência, além da perda da guarda de animais.

A Sepet reforça que denúncias são essenciais para o combate a crimes contra animais e que a identidade dos denunciantes é mantida em sigilo. O órgão informou que seguirá atuando de forma firme na defesa do bem-estar animal em todo o estado.

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