Foto: Reprodução
MANAUS, AM – Uma representação contra o homem que usou uma fantasia de Halloween, com o nome do ex-goleiro Bruno e possuía um saco de lixo com o nome da modelo Eliza Samudio, no último dia 1º de novembro, foi apresentada nessa segunda-feira (8), pela União Brasileira de Mulheres do Amazonas ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que vai investigar a conduta do homem, acusado de apologia ao crime de feminicídio.
Na ocasião, o assunto teve repercussão nacional e a mãe da modelo, dona Sônia Moura, se manifestou sobre a situação: “Parece que a pessoa não tem um pingo de empatia com o próximo. Será que a pessoa não sabe que tem o filho dela, que é menor, envolvido nisso tudo? Fiquei arrasada quando vi isso. Muito triste”, disse ela após a repercussão.

A cena, considerada por representantes do movimento de mulheres como apologia ao feminicídio, foi retratada e reproduzida nas redes sociais em todo o Brasil.
“É inadmissível banalizarmos esse ato. Não se trata apenas de uma fantasia, mas de uma apologia ao crime de feminicídio, onde a gente tem, a cada seis horas e meia, uma mulher morta no Brasil. Não podemos achar que isso é comum e nem parar de se indignar. Então, procuramos o Ministério Público com esse intuito: cobrar um posicionamento e, principalmente, punição nesse sentido, coibindo tais atitudes,” disse Débora Oliveira, da União Brasileira de Mulheres do Amazonas.
Para o Procurador-Geral de Justiça, Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, afirma que o compromisso do MP é apurar até onde ouve intenção de se fazer apologia ao caso, de grande repercussão internacional. Ele destacou também que a liberdade de expressão é tênue e nenhum direito é absoluto.
“Existe um limite tênue entre a liberdade de expressão e a apologia ao crime, nenhum direito é absoluto. Nesse caso concreto, ainda que a intenção do rapaz não tenha sido defender ou incentivar o feminicídio, a exploração de um crime que traumatizou todo o País pela sua torpeza e crueldade, mormente com o uso do nome da vítima associado a lixo não pode ser tolerada pelo Ministério Público. Por dever de nosso ofício temos de combater esse tipo de comportamento de maneira pedagógica”, disse o Procurador-Geral de Justiça, ao reforçar o compromisso da Instituição na defesa dos Direitos Humanos.
Leia mais: William Alemão se cala sobre fantasia de Bruno e internautas cobram: ‘vai ficar omisso?’
Sobre o uso da fantasia
O caso aconteceu na casa de show Porão do Alemão que se posicionou afirmando que a foto foi postada pelo estagiário do estabelecimento, que pertence ao vereador Willian Alemão (Cidadania). Porém não falou sobre a permanência do cliente vestido com a fantasia no estabelecimento.
(*) Com informações da assessoria
Acompanhe em tempo real por meio das nossas redes sociais: Facebook, Instagram e Twitter





