(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) vai apresentar, na quinta-feira (22), a versão beta do IA-FogoBio, um sistema de inteligência artificial desenvolvido para prever eventos de fogo na floresta amazônica com até 14 dias de antecedência. A iniciativa busca antecipar situações de risco e contribuir para o planejamento de ações preventivas contra incêndios florestais.
Financiada pelo Google, a tecnologia analisa dados de satélites e sensores de solo para identificar condições que possam favorecer a ocorrência de fogo. A proposta é fornecer informações que auxiliem órgãos e equipes responsáveis pela prevenção e pelo combate às queimadas.
O lançamento ocorrerá durante o workshop “IA-FogoBio: a ciência e tecnologia na prevenção de incêndios e preservação da biodiversidade amazônica”, marcado para as 14h, no auditório do campus Manaus Distrito Industrial do Ifam.
O desenvolvimento do sistema envolve pesquisadores do Ifam e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), além da participação de estudantes. A execução do projeto é responsabilidade da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização do Ifam (Faepi).
A programação do evento também prevê uma mesa-redonda com representantes do Ifam, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Google.
Tecnologia pode reforçar a prevenção
A possibilidade de antecipar áreas com maior risco de incêndio pode ajudar no direcionamento de equipes e recursos para regiões prioritárias. No entanto, a efetividade do sistema dependerá do desempenho das previsões e de como as informações serão incorporadas às operações de prevenção e combate ao fogo.
A apresentação da versão beta marca uma etapa do projeto. Ainda não foram detalhados, na divulgação consultada, os índices de precisão do sistema, sua área de cobertura, nem as condições de acesso aos alertas por parte dos órgãos ambientais.
Em uma região onde as queimadas ameaçam a biodiversidade e contribuem para episódios de fumaça que atingem cidades como Manaus, ferramentas de monitoramento e previsão podem ampliar a capacidade de resposta. O desafio será transformar os dados gerados pela inteligência artificial em medidas concretas para evitar que novos incêndios se espalhem pela floresta.
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