(Foto: Marcus Phillipe/TJAM)
Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ampliou as medidas de segurança da plataforma de Inteligência Artificial Generativa “Arandu”, utilizada por magistrados e servidores no apoio à produção de minutas, análises jurídicas e atividades processuais.
Desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC) do TJAM, sob coordenação da desembargadora Vânia Marques Marinho, a ferramenta foi criada para identificar demandas repetitivas e predatórias, contribuindo para maior eficiência na gestão processual.
Após conquistar o primeiro lugar no Expojud Portugal 2026, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o sistema passou a contar com uma nova camada de proteção contra tentativas de manipulação da IA por meio da técnica conhecida como “prompt injection”, ou injeção de comandos.
A tecnologia identifica automaticamente mensagens ocultas inseridas em documentos processuais com o objetivo de induzir a IA a ignorar regras de segurança, omitir informações ou executar comandos indevidos. Quando detecta esse tipo de tentativa, o sistema emite alertas, desconsidera a instrução suspeita e recomenda revisão humana do conteúdo.
“Prompt injection”
Segundo especialistas da área, o “prompt injection” está entre as principais ameaças atuais aos sistemas de Inteligência Artificial, por tentar manipular o comportamento da tecnologia por meio de comandos ocultos em textos e arquivos.
Integrado aos sistemas judiciais, o Arandu oferece funcionalidades como elaboração de despachos, decisões e sentenças, identificação de processos semelhantes, análises jurídicas automatizadas e mecanismos de combate a demandas predatórias.
O acesso à plataforma é restrito a usuários autorizados via login institucional do Projudi, garantindo controle sobre o uso da ferramenta e proteção das informações processuais.
De acordo com o TJAM, o sistema também foi desenvolvido em conformidade com a Resolução CNJ nº 615/2025 e com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando transparência, rastreabilidade e responsabilidade no uso da Inteligência Artificial no Judiciário amazonense.
(*) Com informações da assessoria
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