Nas redes sociais, internautas iniciaram a campanha ‘Digite 432%’, onde visa conduzir outros usuários a inúmeras matérias sobre o crescimento do patrimônio do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de presidenciável Jair Bolsonaro.
Nas últimas semanas, tem acontecido uma onda de campanhas contra Bolsonaro e seus filhos na web. A primeira campanha iniciada nas redes foi ‘#EleNão – Mulheres Contra Bolsonaro’, no qual o ato ocorreu neste último sábado (29), por todo país e que também foi aderida por homens. Internautas também fizeram a campanha ‘#BolsonaroNaCadeia’, após a ex-mulher do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Ana Cristina Siqueira Valle, o acusar de furto de cofre, ocultação de bens e relatos de “comportamento explosivo” e “desmedida agressividade” para a revista Veja.

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, 63, está no terceiro casamento e tem cinco filhos. Três são políticos e dois deles são candidatos nas eleições de outubro: Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), 37, candidato a senador pelo Rio de Janeiro, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), 34, candidato à reeleição.
De acordo com o UOL, os três políticos da família tiveram uma evolução patrimonial elevada nos últimos, de acordo com a declaração de bens apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Jair Bolsonaro ampliou os bens em 168% desde 2006; Eduardo, 432% desde 2014, e Flávio, 55% desde 2010. Os integrantes da família ampliaram o patrimônio basicamente com a aquisição de imóveis: casas e apartamentos.
Eleito pela primeira vez deputado em 2014, Eduardo Bolsonaro declarou à Justiça Eleitoral, naquele ano, patrimônio de R$ 205 mil, o equivalente a R$ 262 mil hoje (em valores corrigidos pelo IPCA, índice oficial de inflação). Neste ano, o candidato declarou possuir bens que totalizam R$ 1,395 milhão, expansão de 432% no período.
Declaração de Eduardo Bolsonaro ao TSE
Há quatro anos, Eduardo Bolsonaro declarou ser dono de apenas dois bens: um apartamento (R$ 160 mil) e um veículo (R$ 45 mil). Agora, o patrimônio do parlamentar ainda inclui depósitos bancários, aplicações financeiras e um apartamento de R$ 1 milhão.

Já o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), quando eleito pela primeira vez em 2010 para a cadeira que ocupa na Assembleia Legislativa fluminense, apresentou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 690,978 mil, o equivalente a R$ 1,124 milhão em valores de hoje. Este ano, o candidato ao Senado apresentou patrimônio de R$ 1,742 milhão, um montante 55% maior.
O patrimônio declarado à Justiça Eleitoral do candidato a presidente pelo PSL aumentou 168% desde 2006, quando reelegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, de acordo com os dados disponibilizados pelo TSE. O patrimônio de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pulou de R$ 433 mil, o equivalente a R$ 851 mil hoje, para R$ 2,286 milhões. Os bens do deputado apresentados este ano à Justiça incluem cinco casas no valor de R$ 1,384 milhão. Em 2006, Jair Bolsonaro apresentou somente um sala no valor de R$ 73 mil.
Declaração de Flávio Bolsonaro ao TSE
No entanto, na comparação com 2014, o valor apresentado caiu. À época, ele afirmou ter R$ 2,6 milhões (em valores corrigidos pela inflação). Ou seja, o patrimônio do candidato caiu cerca de R$ 300 mil.

Em janeiro deste ano, a Folha de S.Paulo revelou que os três Bolsonaros com mandatos de deputado são donos de 13 casas e apartamentos em áreas nobres do Rio de Janeiro, avaliados em pelo menos R$ 15 milhões, que registram preço de aquisição abaixo do valores praticados no mercado imobiliário do Rio de Janeiro.
De acordo com dados do TSE, Bolsonaro é o sétimo presidenciável com maior patrimônio. Veja os bens declarados pelos presidenciáveis:
- João Amoêdo (Novo): R$ 425 milhões
- Henrique Meirelles (MDB): R$ 377 milhões
- João Goulart Filho (PPL): R$ 8,6 milhões
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): R$ 7,9 milhões
- Eymael (DC): R$ 6,1 milhões
- Alvaro Dias (Podemos): R$ 2,9 milhões
- Jair Bolsonaro (PSL): R$ 2,3 milhões
- Ciro Gomes (PDT): R$ 1,6 milhão
- Geraldo Alckmin (PSDB): R$ 1,3 milhão
- Marina Silva (Rede): R$ 118 mil
- Vera Lúcia (PSTU): R$ 20 mil
- Guilherme Boulos (PSOL): R$ 15,4 mil
- Cabo Daciolo (Patriota): já apresentou o registro, mas não há relação de bens
Pronunciamento
Após a publicação da reportagem, Eduardo Bolsonaro postou um vídeo em suas redes sociais negando irregularidades. “Na verdade, minha evolução patrimonial foi grande. Meu salário depois que eu fui eleito aumentou e muito. Isso tudo se deve à compra de um apartamento, que eu financiei na Caixa Econômica Federal”, disse.
Confira a campanha feita por internautas:
Digite 432% no google ai vai entender esse joguinho …#EleNão pic.twitter.com/Vxxzk8mrDT
— João Mikhail 🚩BR🇱🇧BR🚩 (@joomikhail) October 2, 2018
https://twitter.com/Lfelipefiuza/status/1047147195194138629
https://twitter.com/engtav/status/1047135072804098049
Digite 432% no Google e verá que um dos filhos do Coiso aumentou o próprio patrimônio de 200 mil reais para mais de um milhão em 4 anos! É essa gente que quer "combater a corrupção do PT"! E não comentaram nada depois dessas revelações da imprensa.#EleNaoEleNunca #OsFilhosDeleNao
— Roberta Luchsinger (@RoLuchsinger) October 2, 2018
Apenas digite. 432% pic.twitter.com/9Yi84vn0gj
— Carina Vitral (@carinavitral) October 2, 2018
https://twitter.com/Jgabrielmr21/status/1047137023247695872
Digite 432% no Google e veja se ainda concorda que "ele não é corrupto"
— let's sia (@ai_leticia) October 2, 2018
https://twitter.com/engtav/status/1047132837684625413
https://twitter.com/arte_prima/status/1047145487839694848
Digite 432% no Google, mas antes dá uma olhadinha nisso aqui. Vote #ciro12 que vai revogar a pec do fim do mundo pic.twitter.com/GiirkNxLhU
— vê⁴⁴ 🧬⛓️ (@_HeroinaPura_) October 2, 2018





